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Esporte Salário do presidente da Fifa aumentaria seis vezes se o plano de vender ações da entidade fosse aprovado

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Dirigente suíço-italiano anunciou a desistência da iniciativa. (Foto: Arquivo/Fifa)

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, viu ser inviabilizado seu plano de criar uma empresa para fazer a operação de suas principais competições com a venda de ações a investidores, após sofrer grande rejeição de confederações, em especial da Uefa (Europa). Conforme o jornal inglês “The Times”, caso a Fifa Forward Enterprise (FFE) fosse criada, o salário do digitente subiria seis vezes .

Em relatório de transparência publicado em seu site oficial, a Fifa divulgou que o salário anual de Infantino em 2025 foi de US$ 4,8 milhões brutos (cerca de R$ 25 milhões à época). O valor abrange um vencimento básico de US$ 2,6 milhões, mais US$ 2,2 milhões em bônus.

A criação da FFE faria o dirigente passar a ganhar US$ 30 milhões (R$ 152,4 milhões), sem contar eventuais bonificações. A ideia de Infantino era permanecer no comando da FFE sem limite de mandatos. Na Fifa, ele só pode ficar até 2031 – se for reeleito no ano que vem. Uma fonte disse à reportagem do “The Times” que o dirigente perdeu tudo devido a uma ganância desenfreada.

Principal opositora ao projeto de Infantino e entidade que anunciou boicote às competições da Fifa caso o plano continuasse em curso, a Uefa divulgou duro comunicado nesse fim de semana. O texto afirma que o dirigente perdeu a confiança das federações europeias:

“É correto que, nos próximos dias e semanas, a Uefa trabalhe com suas associações e em estreita cooperação com outras confederações para refletir sobre como isso aconteceu e elaborar um plano para garantir que não volte a ocorrer. Essa análise deve ser minuciosa e fundamental. Nenhuma opção deve ser descartada. A atual liderança da Fifa perdeu não apenas a confiança da Uefa, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”.

Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol foram as entidades mais firmes nas críticas à Fifa. O Fifpro (sindicato internacional dos atletas de futebol) também fez dura oposição à tentativa de Infantino. A Conmebol mostrou uma posição pública de neutralidade durante toda a crise.

Entenda o caso

O plano de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).

A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.

Com as impressionantes rejeição e pressão sofridas, Infantino anunciou a desistência de criação da FFE, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados. (com informações de O Globo)

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