Sexta-feira, 17 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 11 de agosto de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Quando não cai em sábado, domingo ou feriado, o dia 10 de cada mês é mágico para o Rio Grande do Sul. Nessa data, a União deposita os repasses devidos ao Estado por conta do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do IPI (Imposto sobre Propriedade Industrial) de exportações. Também ingressam nos cofres substituição tributária, impostos de combustíveis e comunicação e ICMS de energia.
Essa bolada, que totaliza mais de R$ 500 milhões, é que vinha sendo utilizada pelo governo estadual para pagar, com atraso, a parcela mensal da dívida com a União, além de repasses para municípios, fornecedores, saúde, educação, outros e a parcela atrasada da dívida. Neste primeiro mês de parcelamento de salários, o governo não suportou as pressões para quitar o compromisso e entregou o dinheiro aos servidores.
Fez a escolha certa. Salário é para ser pago em dia. Mas que se prepararem os municípios, os gaúchos e os próprios servidores para o futuro. Neste mês, salvo ninharias, não haverá recursos para municípios, saúde, educação e fornecedores. O compartilhamento da pobreza vai piorar ainda mais a situação das cidades, dos hospitais, dos alunos e de quem vende produtos e serviços para o Estado. Os salários de agosto são incertos.
Daqui para a frente, crescem as incertezas, porque, pela primeira vez, o RS pedala e não paga a parcela da dívida. Até agora, a União não fez valerem as penalidades previstas em contrato. Nada impede que o faça logo ali. Ciente da gravidade da situação, o governador Sartori tem reuniões com ministros do STF (tenta autorização para calotear a União em favor dos salários) e é possível que se encontre com a presidente Dilma. (Clesio Boeira.)
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