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Rio Grande do Sul Sancionada lei estadual de valorização do churrasco e do chimarrão como símbolos culturais do Rio Grande do Sul

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Iniciativa inclui prevê reconhecimento ao melhor assado campeiro feito em churrascaria. (Foto: EBC)

A abertura oficial das atividades alusivas aos Festejos Farroupilhas de 2021, nesta terça-feira (14), não foi marcado apenas pelo acendimento da Chama Crioula. O governador Eduardo Leite sancionou um projeto de lei que valoriza a cadeia produtiva do churrasco e do chimarrão, os dois principais símbolos da cultura gaúcha.

De autoria do deputado estadual Elton Weber (PSB), o PL 80/2017 altera a Lei 11.929/2003, instituindo que no Dia do Chimarrão, 24 de abril, haverá também a “Mateada de Integração Gaúcha” na Assembleia Legislativa. A iniciativa também cria premiações a partir do ano que vem, inclusive para o melhor assado campeiro feito em churrascaria.

No mesmo ato, ocorrido no Palácio Piratini e com transmissão ao vivo pelas redes sociais, o governador sancionou o projeto 549/2019, do deputado estadual Adolfo Brito (PP), que denomina Viaduto Fritz e Frida a estrutura viária inaugurada em 2018 no quilômetro 100 da rodovia RSC-287, no principal acesso a Santa Cruz do Sul.

Depois de formalizar as normativas por meio da rubrica, o governador Eduardo Leite cumprimentou os deputados que tiveram suas leis reconhecidas pela Assembleia Legislativa e, agora, também validadas pelo Executivo. Os projetos de lei sancionados devem ser publicados em edição-extra do Diário Oficial do Estado.

Com a palavra, o governador

“Faz parte do nosso jeito de ser, faz parte dos nossos dias tomar chimarrão e comer churrasco”, destacou Eduardo Leite. “São muito mais que itens da culinária, já que também servem de motivo para reunir as pessoas. Ainda são hábitos intimamente ligados à vontade do povo gaúcho de estar junto, da fraternidade e alegria.”

O chefe do Executivo estadual lamentou o fato de a pandemia ainda não permitir a volta do compartilhamento do mate, mas fez a ressalva de que o avanço da vacinação já permite reuniões para conversar e assar uma carne.

“Nada mais justo do que o chimarrão e o churrasco constarem em lei como símbolos do Estado”, finalizou. “Parabéns pela iniciativa e aprovação, e agora vamos trabalhar cada vez mais para valorizar a nossa cultura.”

Chama Crioula já está acesa

Símbolo da alma e união gaúcha, a chama crioula chegou ao Palácio Piratini na manhã desta terça-feira, oficializando o início da Semana Farroupilha. A centelha entregue pelos cavalarianos, sentinelas da tradição desde 1947, foi recebida pelo governador e pela declamadora Liliana Cardoso, patrona dos Festejos Farroupilhas de 2021.

As celebrações deste ano vão enaltecer o bicentenário do nascimento de Anita Garibaldi e o cinquentenário do Dia da Consciência Negra e do Movimento Nativista.

A chama acesa no Piratini foi composta pela centelha do CTG Setembrina dos Farrapos, em Viamão, e pelo Fogo Simbólico da Pátria, que percorreu municípios gaúchos até 7 setembro.

O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Manoelito Savaris, explicou que a cerimônia da primeira chama, em agosto, foi diferente neste ano em razão da pandemia: “Foram acesas centelhas em 30 lugares diferentes, para evitar aglomeração em um mesmo ponto. A primeira foi em Cruz Alta, um município histórico”.

A tradição da chama crioula teve origem em 1947, quando os tradicionalistas Paixão Cortes, Cyro Ferreira e Fernando Vieira, retiraram uma centelha do fogo simbólico da pátria e acenderam o primeiro candeeiro crioulo, em Porto Alegre, representando a coragem, a união dos povos e o amor do gaúcho pela sua terra.

Após a cerimônia no saguão do Piratini, foi inaugurada no Salão Negrinho do Pastoreio a exposição “Gaúcho”, do fotógrafo Fábio Mariot. As imagens apresentam um recorte étnico do trabalhador do campo e do ginete, apresentando um gaúcho diferente do imaginário social.

(Marcello Campos)

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