Apesar da abertura de novos leitos por parte do governo estadual, de municípios e também de hospitais particulares, a taxa de ocupação não acompanhou o aumento no total de internados. Especialistas alertam para a possibilidade de colapso do sistema, já que a capacidade de criação de leitos, especialmente de UTI, é limitada.
Um cálculo matemático mostra que São Paulo pode chegar ao colapso de seu sistema de saúde nos primeiros dias de abril, caso o atual ritmo de avanço da pandemia permaneça o mesmo. Todos os leitos de UTI disponíveis para covid-19 nas redes pública e privada do Estado devem acabar nesse prazo, se o ritmo atual de internações pela doença e de abertura de novos leitos se mantiver em crescimento.
O Estado tinha 53 municípios com 100% de taxa de ocupação de leitos de UTI para covid-19 na quinta-feira (11). Na última segunda (8), eram 31 cidades com todos os leitos de UTI ocupados, segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. São Paulo tem 645 municípios.
O governo estadual anunciou novas restrições na quarentena para conter o avanço da doença, e o secretário destacou que “este é o momento mais difícil da pandemia”.


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