Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de março de 2021
A cidade de São Paulo chegou à marca de 19.300 mortes por covid-19 nesta quarta-feira (10), superando o total de mortes registrado no Rio de Janeiro (19.207) e tornando-se a cidade com mais óbitos provocados pelo coronavírus no País.
Também nesta quarta, a média móvel de mortes no Estado de São Paulo passou de 300 primeira vez.
A capital paulista tem mais de 12 milhões de habitantes, quase o dobro dos 6,7 milhões do Rio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Recordes
São Paulo teve nesta quarta a maior média móvel de mortes de toda a pandemia. O índice superou o recorde de agosto de 2020, quando o índice chegou a 289 mortes diárias, pelo terceiro dia seguido.
A média móvel, que leva em consideração os registros dos últimos sete dias e minimiza as diferenças das notificações, foi de 312 óbitos por dia nesta quarta. É a primeira vez que o índice supera 300 mortes. O número representa um aumento de 34% em relação ao verificado há 14 dias, o que, segundo os especialistas, indica tendência de alta.
Também foram registradas 517 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, além de 16.058 novos casos confirmados da doença.
A média móvel de casos foi de 11.564 casos por dia nesta quarta. O número é 24% maior do que o verificado 15 dias atrás, o representa uma tendência de alta.
Além disso, a taxa de ocupação de UTIs do estado de São Paulo também alcançou seu maior índice histórico, com 82% dos leitos ocupados. Na Grande São Paulo, a taxa média é de 83,6%.
O número de pacientes internados bateu recordes todos os dias desde 27 de fevereiro: naquela data, o estado tinha 15,5 mil pacientes em leitos de internação, valor que já constituía um recorde.
Nesta quarta, o total chegou a 20.876 pacientes internados, sendo 11.692 em enfermaria e 9.184 em unidades de terapia intensiva (UTI).
Mortes em filas
Ao menos 30 pacientes com covid-19 morreram na fila de espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado de São Paulo nestes primeiros nove dias de março. As mortes de pacientes que aguardavam liberação de leitos intensivos ocorreram em cidades localizadas na Grande São Paulo e no interior do Estado.
A Secretaria da Saúde disse que não negou leitos e que as transferências não ocorreram porque os pacientes não puderem ser removidos com segurança devido ao quadro de saúde instável.
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