Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2015
O governador José Ivo Sartori concedeu na noite deste segunda-feira (3) entrevista coletiva sobre a crise financeira no Estado e a respeito do parcelamento dos salários dos servidores públicos do Rio Grande do Sul. Antes de atender à imprensa, Sartori teve reunião de mais de 2h30min no Palácio Piratini com secretários de Estado, chefes dos poderes Judiciário e Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.
Sartori disse que mostrou a realidade do Estado aos presentes à reunião e que um comitê técnico com dois representantes de cada orgão será criado para ajudar a encontrar solução para a crise financeira.
“Trabalhamos para mostrar a realidade financeira do Estado desde o primeiro dia de mandato. Detalhamos e mostramos a realidade financeira para todas as entidades presentes. Pelo respeito que merecem, levamos este tempo todo mostrando números da realidade e a situação. Não gostaríamos de parcelar salários, mas vamos construir condições para mudar a realidade e valorizar os servidores públicos”, referiu Sartori.
“Resolvemos trabalhar conjuntamente com um comitê técnico, que terá dois representantes de cada orgão para encontrarmos alternativas e saídas. Muita gente não acreditava que isso seria necessário. Vamos seguir trabalhando e será oportunidade de harmonia entre os poderes”, acrescentou o governador.
“Todos conheciam a situação do Estado, mas cada um tem sua maneira de ver as coisas e todas as questões foram discutidas e debatidas. Todos já estão contribuindo para que se tenha tranquilidade para a sociedade. Nós não podemos adentrar na vidas dos outros poderes, que são legítimos. Quem governa é o Executivo, mas estamos prontos para ouvir a sociedade”, disse Sartori.
“A sociedade precisa compreender que não existe alternativa além de trabalho em conjunto. Respeitamos manifestações de servidores, mas queremos que vejam que desde primeiro dia mostramos realidade do Estado. Sempre tentamos pagar em dia, agora não foi possível porque a realidade financeira não permite. Espero que as pessoas não se desesperem e encarem a questão com calma pelo bem do Rio Grande. Vamos encotrrar o caminho para o Rio Grande estar em pé. A caminhada é longa e não é apenas um governo que vai equilibrar as contas do Estado”.
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