Terça-feira, 12 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2016
O governador José Ivo Sartori (PMDB) se manifestou, na quinta-feira, sobre as declarações do novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Luís Felipe Silveira Difini. No seu discurso de posse, o desembargador disse que a “crise fiscal não pode ser programa de governo”. Sartori respondeu citando o cientista Albert Einsten: “Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio alento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis”, disse.
O governador citou ainda outro trecho do pensamento de Einsten: “Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
A manifestação do chefe do Executivo gaúcho ocorreu após a entrega da Mensagem do Executivo à presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputada Silvana Covatti (PP). O ato ocorreu no gabinete da presidência do Legislativo e acontece anualmente por ocasião da primeira sessão do ano no Parlamento, conforme a Constituição Estadual.
O documento faz referência aos indicadores sociais da última década e destaca as ações do governo em 2015, como a linha de crédito de 300 milhões de reais para os hospitais filantrópicos e Santas Casas. Também refere o empenho de 110 milhões de reais na educação e a nomeação de 540 professores concursados, e o Plano Diretor de Transportes Intermunicipais, que agora é lei, assim como o plano de concessões de rodovias, matéria que deverá ganhar destaque neste ano.
Sartori ressaltou ainda o trabalho do Legislativo em 2015, que aprovou matérias que terão repercussão na estrutura do Estado a médio e longo prazos, como a adoção do regime de previdência complementar para futuros servidores e a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que pretende estabelecer regras para a limitação do crescimento da despesa com pessoal e custeio para todos os Poderes.
“A busca do equilíbrio econômico financeiro é fundamental para qualificar o atendimento em áreas como saúde, educação e segurança”, finalizou Sartori.
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