Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2017
Caso seja condenado com a pena máxima nos nove processos em que é réu, o ex-governador Sérgio Cabral poderá ser sentenciado a mais de 530 anos de cadeia. Somente pelos crimes apurados na Operação Calicute, onde Cabral é acusado de corrupção passiva, lavagem de ativo e pertinência à organização criminosa, o político preso pode ser condenado a 313 anos e 10 meses. A conta é uma estimativa feita com base nas acusações do MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro (oito ações) e do Paraná (uma ação).
“Esse total de pena é uma hipótese. Não acredito que ele vai pegar condenação tão elevada”, explicou o professor de Direito Penal Taiguara Souza. Para se ter ideia de como os crimes praticados por Cabral são punidos com rigor pela legislação, no final de março, o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-deputado federal Eduardo Cunha a 15 anos e quatro meses em um único processo por um crime de corrupção passiva e três de lavagem de dinheiro.
Preso desde novembro do ano passado, Cabral é acusado pela Justiça Federal do Rio por 374 crimes de lavagem de ativo, 26 crimes contra a ordem financeira, 166 de corrupção passiva, dois por pertinência a organização criminosa e a quatro por fraude em licitação, totalizando 572 crimes, em oito processos. No Paraná, são 114 lavagens de ativo.
Moro deve julgá-lo no mês que vem. A 7ª Vara Federal do Rio, provavelmente, dará a primeira sentença de Cabral no mês de julho.
Transferência
Na manhã desse domingo, Cabral foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade, para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte.
A medida faz parte de um remanejamento de presos com ensino superior ou detidos por falta de pagamento de pensão alimentícia. O objetivo é abrir mais vagas em Bangu para criminosos de alta periculosidade.
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