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Mundo Se outros países intervierem, a guerra se ampliará, diz o Irã

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O Irã atacou os países do Golfo com mísseis e drones no domingo (15). (Foto: Reprodução)

O Irã advertiu no domingo (15) a outros países de que, se intervierem, haverá “uma escalada” na guerra no Oriente Médio, o qual o presidente americano Donald Trump descartou encerrar por enquanto. Em entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos assegurou que Teerã quer se sentar para negociar, mas que Washington seguirá adiante com sua ofensiva.

“O Irã quer chegar a um acordo e eu não quero fazê-lo porque as condições ainda não são suficientemente boas”, disse Trump à NBC News.

Ele também afirmou que poderia bombardear novamente alvos no principal centro de exportação de petróleo bruto do Irã, localizado na ilha de Kharg, “apenas por diversão”.

Já o Irã afirmou que a guerra não terminará até que tenha garantias de seu fim definitivo.

“Esta guerra acabará quando tivermos a certeza de que não se repetirá e de que serão pagas reparações”, disse seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, ao veículo em língua árabe Al-Araby Al-Jadeed.

“Já vivemos isso no ano passado: Israel atacou, depois os Estados Unidos (…) se reagruparam e voltaram a nos atacar”, acrescentou, em referência à breve guerra de junho de 2025 desencadeada por ataques de Israel e dos Estados Unidos.

O ministro também chamou os demais países a “se absterem de qualquer ação que possa levar a uma escalada” e afirmou que dispõe de “muitas provas” de que bases americanas no Oriente Médio foram utilizadas para atacar seu país, citando os Emirados Árabes Unidos.

Depois de mais de duas semanas de guerra dos Estados Unidos e de Israel contra a república islâmica, nenhuma das partes moderou sua retórica, apesar das baixas, principalmente no Irã, e das consequências econômicas do conflito bélico.

Trump também disse que as forças americanas intensificarão os ataques na costa iraniana, ao norte do Estreito de Ormuz, para abrir caminho e permitir a retomada do transporte de petróleo.

O bloqueio iraniano desse estreito, por onde costumava passar um quinto da produção mundial de hidrocarbonetos, disparou o preço do petróleo.

O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que ainda não foi visto em público, prometeu em uma declaração por escrito manter Ormuz fechado.

Mas Trump sugeriu que talvez ele não esteja no comando do Irã. “Não sei se ele está vivo”, declarou.

Para Araghchi, “não há nenhum problema” com o novo líder, que aparentemente ficou ferido no primeiro dia da guerra.

O Exército israelense anunciou no domingo uma nova onda de ataques contra alvos no oeste do Irã, depois que a Guarda Revolucionária iraniana qualificou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de criminoso e jurou persegui-lo e matá-lo.

O Exército iraniano afirmou ter lançado ataques com drones contra uma importante unidade policial e um centro de comunicações por satélite em Israel.

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel tiraram a vida do antigo líder supremo, Ali Khamenei, pai de Mojtaba.

Pela primeira vez desde então, Teerã viveu neste domingo um dia útil relativamente normal, com trânsito mais intenso do que na semana passada e alguns cafés e restaurantes abertos.

No Bazar de Tayrish, um popular centro comercial na zona norte da capital, mais de um terço das lojas reabriram cinco dias antes do Noruz, o Ano-Novo persa.

Alguns clientes aguardavam em frente aos caixas eletrônicos para sacar dinheiro. Também havia pessoas nos pontos de ônibus, que desde o início da guerra estavam praticamente desertos. As informações são da agência de notícias AFP.

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