Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil “Se prosperar, eu volto para a praia”, disse o general Hamilton Mourão, sobre pedido de impeachment

Compartilhe esta notícia:

Mourão deve cumprir uma agenda discreta e não fazer declarações de grande repercussão enquanto estiver no comando interino do Palácio do Planalto. (Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil)

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, declarou que, se o pedido de impeachment contra ele prosperar, “volta para a praia”. De início, Mourão preferiu não comentar o pedido de impeachment protocolado por um dos vice-líderes do governo no Congresso, o deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP), na terça-feira (16). No entanto, em seguida, de bom humor, o militar disse não estar preocupado.

“Ok. Sem comentários. Sem comentários. Isso aí é bobagem. Se prosperar, eu volto para praia. Eu estou tranquilo”, afirmou Mourão ao chegar ao Planalto após almoçar no Palácio do Jaburu, onde mora com a mulher, Paula. Na avaliação de Marco Feliciano, Mourão está contradizendo Bolsonaro em diversos posicionamentos, como em relação ao aborto e ao pacote anticrime, e conspirando contra o mandatário para tomar o seu lugar como presidente da República.

Marco Feliciano teria tomado a atitude de protocolar o pedido de impeachment após Mourão curtir um tuíte da jornalista Rachel Sheherazade em que ela dizia: “Palestra do general Mourão em Harvard. Finalmente um representante do governo não nos causa vergonha alheia. Muito pelo contrário: o vice mostrou como ele e o presidente são diferentes: um é o vinho, o outro vinagre. Parabéns pela lucidez, general Mourão!”.

Outros casos que também teriam provocado a ação do deputado foram o fato de Mourão supostamente ter curtido uma fala de Sheherazade na rede social de que se “sente muito mais segura de o País ser bem governado quando Bolsonaro sai do Brasil”, além de Mourão ter proferido uma palestra no Brazil Institute, no Wilson Center, em Washington.

Em texto anunciando a palestra, o instituto classificou os cem primeiros dias da atual gestão como uma “paralisia política, em grande parte devido a sucessivas crises geradas pelo círculo íntimo do próprio presidente, senão por ele mesmo”. “Entre o barulho político, o vice-presidente Hamilton Mourão emergiu como a voz da razão e moderação, capaz de prover direção em questões domésticas e de política externa”, completava o texto.

Depois, Mourão repetiu que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de mandar retirar do ar reportagem da Crusoé e de O Antagonista afirmando que o presidente da Corte, Dias Toffoli, teria sido apelidado de “amigo do amigo de meu pai” em um e-mail da Odebrecht entregue por um delator da Operação Lava-Jato, foi “um ato de censura”.

Ele ainda acrescentou que na decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que emitiu ordens de busca e apreensão contra investigados por supostas fake news “o bom senso não está prevalecendo”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Homem é preso ao tentar entrar na catedral de Nova York com galões de gasolina
Ministério Público Federal identifica autor de movimentação de 20 milhões de reais em empresa do coronel Lima
Pode te interessar