Segunda-feira, 08 de Março de 2021

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Rio Grande do Sul Hospitais gaúchos são orientados a suspender cirurgias eletivas até 31 de março

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Momento é de concentrar esforços nos atendimentos a pacientes com Covid em razão do crescimento acelerado nos casos.

Foto: Maicon Hinrichsen/ Arquivo Secom RS
Ao todo 885 mil pessoas estão com a doença e 9,4 milhões se curaram. (Foto: Maicon Hinrichsen/Arquivo Secom RS)

O aumento no número de internações pelo coronavírus fez com que a SES (Secretaria da Saúde), por meio do Centro de Operação de Emergência Covid-19, publicasse um comunicado orientando que hospitais de todo o Estado suspendam as cirurgias eletivas não emergenciais até 31 de março.

A recomendação é que a força de trabalho da equipe técnica, a área física e os equipamentos hospitalares sejam disponibilizados na integralidade para atendimentos a pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19.

Segundo a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Wasem Fagundes, neste momento é preciso concentrar os esforços nos atendimentos a pacientes Covid, tendo em vista o crescimento acelerado no número de internações. “Porém, mantendo a coerência e o cuidado às outras doenças que também comprometem a saúde da nossa população”, afirmou.

Dados da manhã de segunda-feira (22) indicam lotação de 85% dos leitos de UTI adulto no Estado, com 1.089 pacientes confirmados no setor e outros 217 com a suspeita ou outro agravo respiratório, além de 985 por outras causas. Outras 2,6 mil pessoas seguem internadas por Covid-19 (confirmada ou suspeita) ou outros problemas respiratórios fora de UTI.

Entende-se por cirurgia eletiva todos os procedimentos possíveis de postergação de agendamento e que não tenham forte possibilidade de causar agravamento da enfermidade a curto prazo em termos de risco de vida e perda de função ou órgãos, que tenham possibilidade de agendamento prévio e que não constituem urgência ou emergência ou que não sejam decorrentes de atendimento a pacientes pós-covid. A medida fica sujeita a alteração, podendo as cirurgias eletivas serem retomadas a qualquer momento, a partir da reavaliação dos casos suspeitos e confirmados pelo coronavírus.

São considerados inadiáveis os seguintes procedimentos:

– Atendimentos a gestantes bem como a recém nascidos e puérperas
– Acompanhamentos pós-cirúrgicos para todos os tipos de cirurgias já realizadas (mesmo as eletivas)
– Atendimentos na especialidade de oncologia, cardiologia e neurologia contemplando toda a linha de cuidado (da primeira consulta até a alta do paciente)
– Atendimentos pediátricos
– Atendimentos de trauma

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