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Economia Secretária de Trump defende o tarifaço e diz que o Brasil coloca os agricultores americanos em desvantagem

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Brooke Rollins citou práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal. (Foto: Divulgação)

Depois do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comentar a decisão do governo Donald Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, afirmando que o Brasil não negociou de boa-fé e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou seu ego acima da possibilidade de um acordo comercial, mais um integrante da administração americana saiu publicamente em defesa da medida. As declarações reforçam o discurso adotado pela Casa Branca para justificar a taxação sobre as exportações brasileiras, em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países.

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), a secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou que, durante anos, o Brasil teria colocado produtores e agricultores americanos em posição de desvantagem. Segundo ela, isso ocorreu por meio de práticas comerciais consideradas desleais, além de mencionar o desmatamento ilegal como um dos fatores que, na avaliação do governo americano, contribuíram para prejudicar a competitividade dos produtores dos EUA.

Na mesma mensagem, Rollins fez questão de agradecer ao governo dos Estados Unidos e ao escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) por, segundo suas palavras, “tomarem medidas para responsabilizar o Brasil e defender os agricultores dos Estados Unidos”. A secretária destacou que as ações anunciadas pela administração Trump representam uma resposta ao que classificou como anos de desequilíbrio nas relações comerciais envolvendo o setor agrícola entre os dois países.

Ainda de acordo com a secretária, os dias de “injustiça estão chegando ao fim”. Ela citou especificamente a “tarifa injusta” de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol americano, afirmando que essa política tarifária provocou uma forte queda nas exportações do combustível produzido nos Estados Unidos para o mercado brasileiro. Conforme ressaltou, a medida brasileira fez com que “as exportações de etanol dos EUA para o Brasil” caíssem “mais de 87% desde 2018”, comprometendo o desempenho do setor.

Ao encerrar a publicação, Rollins reforçou a defesa da política comercial adotada pelo governo Trump e afirmou que a administração continuará buscando ampliar o acesso dos produtos americanos ao mercado internacional. “O etanol americano está tendo seu melhor ano até agora e, sob o presidente Trump, estamos lutando para abrir mercados, garantir condições justas de concorrência e colocar os agricultores e produtores americanos em PRIMEIRO LUGAR”, afirmou. (Com informações do jornal O Globo)

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