Terça-feira, 02 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Secretário de Trump diz que os Estados Unidos têm muitos amigos e aliados no continente e que o Brasil não é um deles

Compartilhe esta notícia:

Secretário de Estado dos EUA prestou depoimento ao Congresso americano nessa terça (2). (Foto: Reprodução de vídeo)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu nessa terça-feira (2) a política externa do governo dos EUA para o Hemisfério Ocidental – executada pelo Departamento de Estado. Como exemplo, Rubio citou uma onda de “coalizão de países amigos” no continente americano. Mas colocou o Brasil na lista de exceções de aliados.

“É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, afirmou Rubio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Rubio nessa terça, ao comentar o relatório norte-americano que propõe sobretaxa de 25% a produtos brasileiros.

“Faz pouco tempo que fui aos EUA, o tal do Marco Rubio é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião”, afirmou Lula, em referência ao encontro que teve com Trump no início de maio.

Irã

Durante a sabatina, Rubio também falou sobre a guerra no Oriente Médio e negou que as negociações de paz com o Irã tenham sido interrompidas, após Teerã afirmar ter cortado as conversas em retaliação a ataques de Israel no Líbano.

O secretário de Estado afirmou ainda que o governo iraniano concordou em discutir aspectos de seu programa nuclear, o grande ponto de discordância entre os dois lados.

“As conversas continuam”, disse Rubio a deputados na sessão, a primeira do secretário de Estado no Congresso norte-americano desde o início da guerra no Oriente Médio.

NesSa terça, no entanto, fontes do governo iraniano disseram à agência de notícias Fars News, que negociadores iranianos e norte-americanos não se falam “há dias”. O rompimento iraniano é uma reação a ataques que Israel tem feito em território libanês nos últimos dias, comprometendo o já frágil cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã.

O cessar-fogo e a busca por um acordo definitivo devem ser um dos principais questionamentos do deputados e senadores a Rubio ao longo do dia.

Rubio, que é ex-senador republicano, também participará de outra audiência no Senado nesta quarta-feira (3).

Críticas à guerra

Embora esta seja a primeira vez que Rubio depõe perante o Congresso desde o início da guerra, Marco Rubio já havia participado de uma reunião sigilosa com parlamentares poucos dias após os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Na ocasião, enfrentou críticas de democratas pela falta de autorização prévia do Congresso para a operação, mas recebeu forte apoio da maioria dos republicanos.

Nos dois meses desde o início do conflito, porém, um grupo pequeno, mas crescente, de republicanos passou a se unir aos democratas para questionar o custo bilionário da guerra e seus impactos econômicos, especialmente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para o segundo semestre.

No mês passado, o Senado avançou, pela primeira vez, uma proposta legislativa que obrigaria Trump a retirar os Estados Unidos do conflito. A medida ganhou força após o senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, apoiar a iniciativa dos democratas.

A Câmara dos Deputados dos EUA também chegou a programar uma votação sobre uma resolução relacionada aos poderes de guerra do presidente, mas a liderança republicana impediu que a proposta chegasse ao plenário ao perceber que não teria votos suficientes para derrotá-la.

Os episódios evidenciam as dificuldades do Partido Republicano para manter apoio político à condução da guerra por Trump, à medida que parlamentares da base se mostram mais dispostos a contrariar o presidente.

Já integrantes do governo, incluindo Rubio, têm defendido a decisão de Trump de ter iniciado a guerra contra o Irã, apesar das promessas feitas ao longo dos anos de evitar o envolvimento dos Estados Unidos em “guerras sem fim” no Oriente Médio. (Com informações do portal de notícias g1)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Estados Unidos diz que o Brasil utiliza políticas desleais para favorecer o Pix
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x