Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de outubro de 2023
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, condenou mais uma vez os ataques do Hamas e adicionou que os atos de 7 de outubro não justificam o “castigo coletivo” à população de Gaza. No Conselho de Segurança, nessa terça-feira (24), ele enfatizou que a violência surge da ocupação que já dura mais de 56 anos e, por isso a única solução é a existência de dois Estados. Em discurso de abertura da sessão, o secretário-geral falou ainda de uma “ocupação sufocante” de Israel na Faixa de Gaza.
Ele reforçou seu pedido por um cessar-fogo humanitário imediato e expressou sua preocupação com as violações do direito internacional que estão acontecendo em Gaza. Para Guterres, nenhuma parte em um conflito armado está acima da lei humanitária internacional.
O chefe da ONU destacou que é vital “manter princípios claros”, começando pelo respeito e proteção da população civil.
A sessão do Conselho de Segurança para votar a resolução que os Estados Unidos elaboraram sobre a guerra no Oriente Médio terminou em atrito diplomático entre a ONU e Israel.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen cancelou a reunião bilateral que teria com o secretário-geral da ONU, após Guterres dizer que “o ataque de Hamas não aconteceu por acaso”, em referência aos atentados em série do grupo terrorista em solo israelense em 7 de outubro.
“É importante reconhecer que os atos do Hamas não aconteceram por acaso. O povo palestino foi submetido a 56 anos de uma ocupação sufocante. Eles viram suas terras serem brutalmente tomadas e varridas pela violência. A economia sofreu, as pessoas ficaram desabrigadas e suas casas foram demolidas”, discursou Guterres.
Ele disse, em seguida, que “os sofreres do povo palestino não podem justificar os ataques do Hamas”.
Ainda assim, Israel criticou a fala. Em represália, além de o ministro de Relações Exteriores cancelar a reunião que teria com Guterres, e o embaixador do país na ONU, Gilad Erdan, pediu a demissão imediata do secretário-geral.
“Eu peço que ele se demita imediatamente. Não há justificativa ou sentido em falar àqueles que mostram compaixão às mais terríveis atrocidades cometidas contra os cidadãos de Israel e o povo judeu”, disse Erdan.
Ainda em seu discurso, ele afirmou que cerca de 35 funcionários da ONU morreram em Gaza desde o início da guerra e pediu novamente para que Israel e Egito destravem negociações para a entrada de ajuda humanitária no território – até agora, apenas três comboios com menos de cem caminhões foram permitidos em Gaza. As informações são da ONU e do portal de notícias G1.
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