Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2016
O engenheiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, disse em proposta de delação premiada em negociação com a força tarefa da Lava-Jato ter pagado 1 milhão de reais a um emissário do vice-presidente Michel Temer, como forma de agradecimento por participar de uma licitação de 162 milhões de reais da Eletronuclear. Ele também cita na delação o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o tesoureiro da campanha do PT em 2014, Edinho Silva, além da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. As informações são da revista Época.
A licitação da Eletronuclear foi vencida em 2012 por uma pequena empresa de arquitetura de São Paulo, a Argeplan, que se associou à Engevix. Sobrinho relatou ter se encontrado duas vezes com Temer e o dono da Argeplan, João Baptista Lima, no escritório do vice-presidente em São Paulo para tratar do contrato. Em seguida, dizendo-se emissário de Temer, Lima teria cobrado a contribuição de 1 milhão de reais, que seria aplicada na campanha pela presidência, em 2014.
Segundo o relato do dono da Engevix, o valor teria sido pago por meio de uma fornecedora da construtora e nunca foi declarado à Justiça Eleitoral. À revista, Temer admitiu o encontro com Lima e o dono da Engevix, mas negou ter tratado de contratos da Eletronuclear. (AG)
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