Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Sem abrigo, água ou local para refeição: mais de 200 trabalhadores são encontrados sem registro em São Paulo

Compartilhe esta notícia:

O Brasil também alcançou recorde de vendas ao exterior entre abril de 2023 e março de 2024. (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

Em novas vistorias, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou mais de 200 trabalhadores em condições precárias de trabalho relacionadas ao plantio de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto e Franca, interior de São Paulo.

O grupo de funcionários estava sem registro em carteira, não tinha acesso a equipamentos de proteção individual e ferramentas, e trabalhava sem instalação sanitária, abrigo ou local para refeição.

A inspeção, que ocorreu entre os dias 6 e 10 de março, interditou diversas áreas de plantio de cana-de-açúcar diante do risco de acidentes graves. Para se deslocarem, os trabalhadores ficavam de pé sobre a carga de cana, enquanto o caminhão seguia pela região de colheita.

Os trabalhadores atuavam em propriedades em Morro Agudo, São Joaquim da Barra, Ituverava e Jeriquara, que forneciam parte da demanda de cana às usinas sucroalcooleiras da região.

Segundo o auditor fiscal do Trabalho Fernando da Silva, coordenador de fiscalização do trabalho rural, a situação era de completa informalidade: “Infelizmente nos últimos anos passamos a encontrar situações bastante precárias, um retrocesso de mais de 20 anos neste setor”, avalia.

Antonio Carlos Avancini, auditor que fiscaliza o trabalho rural há mais de duas décadas, percebe uma piora significativa em casos de trabalho precário nos últimos anos.

Ele acrescenta que o Ministério do Trabalho tem organizado eventos informativos para orientar o empregador e os produtores, “justamente para evitarmos casos mais graves, como o resgate de trabalhadores em condições análogas às de escravo”.

Recentemente, outros 32 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à de escravo em uma fazenda em Pirangi, interior de São Paulo, que também fornecia cana-de-açúcar à usina da região. Trazidos do interior de Minas Gerais, os trabalhadores tiveram de arcar com o custo do transporte, não recebiam alimentação adequada, não receberam os salários acordados, além de parte deles ter sido alojada em um açougue.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Felix Etchegaray
16 de março de 2023 00:06

Assim o capitão e seu Ministro Guedes queríam pertencer ao OCDE….Que vergonha

Felix Etchegaray
16 de março de 2023 00:22

Como um cara tem estomago para ter funcionarios nessas condiçoes ?

Paulo Jesus Corrêa
16 de março de 2023 10:36

Se quiserem encontrar, é só fiscalizar!

Vanderlei Ochoa
16 de março de 2023 11:30

O Agro é pop

Ladevir Guarda
16 de março de 2023 13:19

se forem fiscalizar no nordeste ou no norte, vão encontrar 20 vezes mais do que do sudeste para baixo!!!

Proposta tributária discutida no Congresso sofre resistência da bancada ruralista
Justiça interdita unidade feminina da Fase em Porto Alegre e afasta servidoras
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x