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Armando Burd Sem constrangimento

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O Congresso Nacional aprovou o orçamento federal de 2018, reservando 1 bilhão e 716 milhões de reais para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, denominação pomposa para o dinheiro que vai custear as campanhas eleitorais dos partidos. Pode ser chamado também de caixa 1, grana oficial que flui pelos trâmites legais. Parlamentares praticaram a tradicional advocacia em causa própria.

Rombo incontrolável

O primeiro orçamento federal, sob vigência da emenda constitucional que instituiu o teto para gastos públicos, prevê déficit assustador de 157 bilhões de reais no próximo ano.

Presente de final de ano

Os dirigentes contam as horas. Em duas semanas, haverá o depósito mensal de 59 milhões de reais do Fundo Partidário, que serão divididos entre 35 siglas, muitas de aluguel.

Chegaram ao absurdo

Fontes da Secretaria da Fazenda garantem que não acontecerá no Rio Grande do Sul: o governo de Minas Gerais começa a atrasar o repasse do ICMS aos municípios, aumentando a crise. A alegação do governador Fernando Pimentel é de que precisa dividir a miséria.
Prefeitos, quando não prestam serviços por falta de recursos, são acionados e punidos na Justiça.

Governo precisa dizer

Os carnês de pagamento do IPVA deveriam conter detalhes sobre a destinação do dinheiro arrecadado. Sabe-se que não vai para área dos transportes. Serve à operação tapa buraco do caixa da Secretaria Fazenda.

O que se espera

Diante da pressão de deputados da oposição e da situação, surgem indícios de que o governo do Estado vai mudar a tática do jogo em 2018: abandonará o excesso de prudência e a escassez de ousadia.

Tapando rombos

O Ministério da Fazenda deu aval e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, assinou ontem empréstimo bancário de 2 bilhões e 900 milhões de reais, consagrado na gíria comercial como papagaio. O valor garantirá o pagamento dos salários atrasados e do 13º de 2016 aos servidores públicos.

Grande retorno

A juíza aposentada Denise Frossard vai se candidatar ao governo do Rio de Janeiro pelo PPS. Em 2006, concorreu e perdeu a eleição para o mesmo cargo, enfrentando Sérgio Cabral e Rosinha Garotinho, dupla que hoje está na prisão. Na década de 1990, Denise mandou para a cadeia os chefões do jogo do bicho, decisão que ganhou notoriedade nacional.

Dinheiro vira pó

Dos 40 milhões e 688 mil cheques movimentados no país, mês passado, 772 mil e 579 foram devolvidos por falta de fundos. Os apelidos variam: cheque bailarino (quem apresenta, dança); boemia (aqui me tens de regresso); bumerangue (sempre volta para mão do dono); calção de índio (sem fundos); elástico (vai e volta); e Roberto Carlos (eu voltei, voltei para ficar).

População ganhará

Os secretários que quiserem se candidatar nas eleições de outubro deverão pedir as contas em janeiro. O anúncio foi feito ontem pelo governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do PSD. Ele deixará o cargo em fevereiro para concorrer ao Senado. O prazo por lei é abril. O substituto, Eduardo Pinho Moreira, do PMDB, terá tempo para organizar sua equipe e não apenas cumprir mandato-tampão, apressado e prejudicado.

Não saiu do papel

A 15 de dezembro de 1997, o governo do Estado decidiu financiar novamente parte da instalação de uma montadora de automóveis no Rio Grande do Sul, utilizando recursos obtidos com a privatização de estatais. A direção da Ford anunciou, em cerimônia no Palácio Piratini, que instalaria uma unidade no município de Guaíba para produzir 150 mil veículos por ano. Do investimento total de 770 milhões de reais, o governo repassaria 200 milhões de reais, que seriam pagos em 15 anos, com o retorno do ICMS gerado pelo empreendimento.  O projeto acabou indo para a Bahia.

Vale quanto pesa

O grupo Walt Disney anunciou a compra da 21st Century Fox, grande indústria norte-americana do entretenimento, por 52 bilhões e 400 milhões de dólares. É porque ainda não descobriu Brasília.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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