Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2026
O Estado de Santa Catarina é um dos principais redutos do bolsonarismo nestas eleições
Foto: Antonio Augusto/TSEA família Bolsonaro estará em peso nas urnas para a disputa eleitoral deste ano. Com exceção de Jair e Eduardo Bolsonaro, ambos inelegíveis, cinco integrantes do clã vão concorrer ao pleito, para cargos na Presidência da República, Senado Federal e Câmara dos Deputados. Todos os postulantes são filiados ao Partido Liberal. Neste pleito, as novidades são os nomes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, e de Rogéria Bolsonaro (RJ), mãe de Flávio Bolsonaro, que tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Jair Renan Bolsonaro, que é vereador de Balneário Camboriú (SC), vai concorrer, pela primeira vez, a um cargo de âmbito nacional. Ele se lançou como candidato a deputado federal por Santa Catarina. Outros velhos conhecidos da família tentarão alcançar voos maiores. O senador Flávio Bolsonaro (RJ) é o candidato do PL à Presidência. Ele é o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Família Bolsonaro
– Flávio Bolsonaro — Senador é o candidato do PL à Presidência da República. Ele está em segundo lugar nas pesquisas.
– Michelle Bolsonaro — Ex-primeira-dama concorrerá a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.
– Rogéria Bolsonaro — Mãe de Flávio Bolsonaro entrou na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
– Carlos Bolsonaro — Ex-vereador, o filho 03 do ex-presidente disputará o Senado pelo PL-SC.
– Renan Bolsonaro — Vereador de Balneário Camboriú, ele tentará uma cadeira na Câmara.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro teve a candidatura confirmada para o Senado pelo Estado de Santa Catarina. Ele é o filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve sete mandatos consecutivos como vereador no Rio de Janeiro. Carlos estava filiado ao Republicanos e anunciou mudança para o PL catarinense para concorrer como senador.
O Estado de Santa Catarina é um dos principais redutos do bolsonarismo. A região é tratada como estratégica para tentar ampliar a vantagem de Flávio contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.
Além de familiares, outra pessoa ligada diretamente à família que estará na disputa é o cunhado de Bolsonaro, Carlos Eduardo Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro se candidatou a deputado distrital. Carlos Eduardo Antunes Torres era quem levava marmitas a Jair Bolsonaro no período em que ele esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele também é filiado ao PL.
Inelegíveis
O ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se inelegível em 2023, por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência. O julgamento ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral. No ano passado, ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma trama golpista. A pena foi de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
Pela Lei da Ficha Limpa, quem é condenado por órgão colegiado — como a Suprema Corte — fica inelegível por 8 anos após o cumprimento da pena, o que pode estender sua inelegibilidade até cerca de 2060.
Em junho deste ano, ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi declarado como inelegível pelo STF por um período de 8 anos a contar do fim do cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses de prisão.
A punição faz parte da condenação pelo crime de coação ao curso do processo no caso da trama golpista. Com isso, o ex-parlamentar não poderá se candidatar até 2038. A defesa ainda pode recorrer. (Com informações do portal Metrópoles)
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