Terça-feira, 17 de março de 2026
Por Redação O Sul | 16 de março de 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido na tarde dessa segunda-feira (16) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado desde sexta (13). A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por meio de uma publicação em seu perfil no Instagram.
“Com a melhora dos marcadores da infecção, meu amor foi transferido para a unidade semi-intensiva. Seguimos confiantes de que ele vai vencer mais esse momento. Obrigada por todo o carinho e pelas orações”, escreveu Michelle. Segundo ela, está autorizada a acompanhar o marido durante a internação. Os filhos do ex-presidente também têm autorização para realizar visitas no hospital.
Horas antes da publicação, a equipe médica responsável pelo atendimento havia divulgado um boletim informando que Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial. Na ocasião, no entanto, os médicos indicaram que ele permanecia internado na UTI e que ainda não havia previsão de alta daquela unidade.
A unidade semi-intensiva, para onde o ex-presidente foi transferido, funciona como um setor intermediário dentro do hospital. Trata-se de uma área destinada a pacientes que já não necessitam de cuidados tão intensivos quanto os oferecidos na UTI, mas que ainda precisam de monitoramento médico mais próximo do que o disponível em quartos comuns ou enfermarias.
Bolsonaro foi levado ao hospital após passar mal na chamada “Papudinha”, como é conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local onde ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por uma tentativa de golpe de Estado. De acordo com informações médicas divulgadas anteriormente, o ex-presidente foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, quadro associado a um episódio de broncoaspiração.
A broncoaspiração ocorre quando conteúdo do estômago ou da boca é aspirado para os pulmões, podendo provocar inflamação e infecção respiratória. No caso do ex-presidente, os médicos informaram que a infecção atingiu os dois pulmões.
Inicialmente, o quadro clínico de Bolsonaro foi classificado como “grave” pela equipe médica responsável pelo acompanhamento. A situação levou familiares e integrantes de sua defesa a intensificarem os pedidos para que ele passe a cumprir a pena em regime domiciliar por razões humanitárias.
O primogênito do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), decidiu manter compromissos políticos mesmo após a internação do pai. No sábado, ele viajou ao estado de Rondônia, onde participou do lançamento da pré-candidatura do senador Marcos Rogério (PL-RO) ao governo estadual.
Mais tarde, ainda no sábado (14) à noite, Flávio retornou a Brasília e realizou uma visita ao pai no hospital. Segundo o senador, a equipe jurídica da família aguarda a conclusão de um laudo médico mais detalhado sobre o estado de saúde do ex-presidente.
De acordo com ele, após a finalização desse documento, os advogados pretendem apresentar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária à Justiça, argumento que poderá ser analisado com base nas condições clínicas de Bolsonaro e nas avaliações médicas registradas durante a internação. (Com informações do Valor Econômico)
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