Terça-feira, 13 de maio de 2025
Por adm | 22 de setembro de 2019
Sucessivos governos erraram no encaminhamento da reforma tributária. O objetivo era identificar pontos de consenso e aprová-los. As questões polêmicas ficavam para adiante. Por isso, o avanço foi muito reduzido, prejudicando o país. A expectativa é de que, agora, a timidez desapareça.
Tempo da subserviência
Quem pesquisa os arquivos acha inacreditável que o Brasil tenha passado por isso: a 22 de setembro de 1999, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Michel Camdessus, declarou-se preocupado com o perigo da falta de apoio do Congresso para a aprovação das reformas necessárias, que reverteriam o quadro fiscal, a médio e longo prazos. Ele disse que “os sinais de falta de vontade política para aprofundar as reformas são perversos.” Intromissão externa desta proposição, hoje, é inimaginável.
Foco em Lula
Foram eleitos, ontem, em todo o país, os delegados do 7º Congresso Nacional do PT. Concorreram nove chapas. A vencedora se denomina Lula Livre para Mudar o País com 167 mil e 853 votos (51,1 por cento do total). A última colocada, Repensar o PT, obteve 4 mil e 32 votos (1,2 por cento).
Virou cabide de emprego
A Organização das Nações Unidas, onde o presidente Jair Bolsonaro vai discursar terça-feira, tem contas em atraso que atingem 500 milhões de dólares. A crise resulta do inchaço da máquina burocrática. Só a Secretaria Geral chegou a ter 12 mil funcionários. Contadores de nível médio, por exemplo, ganham o dobro do que é pago no mercado de Nova Iorque. Não há desconto de impostos e ainda recebem ajuda de custo para o aluguel.
Precisa de novo rumo
Durante décadas, a ONU caprichou em declarações claramente utópicas e com viés tendencioso. Se Bolsonaro dedicar algumas frases sobre essa crise, ganhará apoiadores.
Não muda
Toda a vez que a Câmara dos Deputados aprova absurdos, como mudanças que favorecem mordomias com o Fundo Partidário, surgem frases de almanaque. Uma delas: o país não aceita mais conviver com práticas que vão de encontro aos anseios da população. Conversa para dormir. Distantes, na ilha da fantasia, Suas Excelências fazem e desfazem, conforme seus interesses.
Salvam-se
No começo do ano, apenas seis estados (Amapá, Espírito Santo, Amazonas, Rondônia, Tocantins e Paraíba) estavam com a situação financeira considerada boa pelos técnicos do Ministério da Fazenda. Técnicos acompanham para ver se mais algum, nos próximos meses, vai bater num iceberg.
Em dois anos
A 22 de setembro de 2017, o placar eletrônico Jurômetro registrava 283 bilhões de reais. Valor pago desde 1º de janeiro daquele ano para sustentar a rolagem da dívida do governo federal. Às 22h30min de ontem, estava em 391 bilhões de reais.
São Paulo é o modelo
Enquanto a revitalização do Cais Mauá não passa de um sonho, Porto Alegre poderia seguir o exemplo da Prefeitura de São Paulo, que anunciou sexta-feira, a intenção de transformar o Centro numa área mais segura e convidativa. O projeto chama-se Triângulo SP, um pólo de atratividade cultural e turística em algumas ruas.
Vida noturna
Para estimular a abertura de novos negócios, em especial bares e restaurantes na cidade de São Paulo, a medida prevê a isenção do Imposto Predial Territorial Urbano por cinco anos para estabelecimentos que funcionem no período noturno e aos fins de semana na região. Mais a redução de 60 por cento do Imposto sobre Serviços. Inclui áreas para shows musicais e policiamento intenso. A Associação Comercial de São Paulo vê a iniciativa com bons olhos.
Não seria novidade
Porto Alegre já teve, até o começo da década de 1970, movimentação intensa em teatros, cinemas, livrarias, casas noturnas, espaços para festas, bares e restaurantes. Quando as indústrias foram impedidas de continuar, em função da preservação do meio ambiente, consagrou-se o conceito de que passaria a ser uma cidade de serviços para obter impostos e sobreviver. Não se concretizou.
Vendo de perto
A Comissão de Viação e Transportes, da Câmara dos Deputados, realizará mesa redonda, às 14h de amanhã, sobre a situação do porto de Rio Grande, na Câmara de Comércio do município.
Time difícil
A negociação política, na maioria das vezes, resume-se em convencer teimosos, oportunistas, intransigentes, birrentos, casmurros, obcecados, maníacos, encanzinados e teimosos.