Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de junho de 2016

Zander Soares Navarro.
Zander Soares de Navarro, da EMBRAPA, abriu o painel da manhã desta quinta-feira (16), na PUC, falando sobre Agricultura e desenvolvimento – cenários, desafios e o papel do Estado, durante o seminário Agricultura, Desenvolvimento e Combate à Crise, promovido pelo SENGE-RS (Sindicato dos Engenheiros do RS). Ele analisou uma outra realidade, a do mundo rural, que sublinha um novo padrão agrícola, apontando o setor nos últimos anos como “uma máquina de ganhar dinheiro que se chama agropecuária brasileira”.
O painelista reiterou a importância do segmento, como o único com resultados positivos frente ao cenário brasileiro e detalhou o PTF (Produtividade Total de Fatores), um indicador que avalia a produtividade do campo, não mais regida pelo binômio quilos x hectares. Hoje, este indicador deve ser visto, como aponta o palestrante, como um processo de evolução produtiva nos seus aspectos mais abrangentes. “Trata-se de uma espetacular máquina de produção, um setor que vai salvando a economia brasileira”.
Hoje, o Brasil exibe números invejáveis no que diz respeito à exportação, passando à frente de mercados como Argentina, Estados Unidos e Tailândia. Esta boa posição promoveu a análise do painelista com um olhar a uma publicação intitulada O mundo rural no Brasil do século XXI, disponível nos meios digitais e que traça um comparativo entre as diferentes regiões produtivas do Brasil, que pelas suas peculiaridades mereceriam igualmente tratamento diferenciado por parte de políticas públicas. “A terra perde importância pois cada vez mais importa os resultados por unidade de terra. Expandir apenas o tamanho da terra não vale mais. Cada vez mais vivemos uma história agrícola, é a pujança do capitalismo no campo. Cada vez mais
teremos maior concorrência e a competição deverá ser maior, ao lado do poder crescente das finanças”. O capital financeiro deverá predominar, na visão do painelista, impulsionando também o acesso à tecnologia, o que gera a complexidade do setor. “O conhecimento é a base da atividade agropecuária”, finalizou.
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