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Política Senado avalia afrouxar ainda mais Lei das Estatais para abrir a sindicalistas

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Redação atual da lei ainda proíbe que “pessoa que exerça cargo em organização sindical” assuma cargos de diretoria e conselhos administrativos de estatais, mas isto pode mudar

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acredita ser possível votar até a próxima sexta-feira no Senado o pacote de corte de gastos. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A enxurrada de críticas causada pelas mudanças que a Câmara fez na Lei das Estatais poderá crescer ainda mais, caso se concretizem os planos em análise nos corredores do Senado, onde agora tramita o texto. Depois da redução de três anos para apenas 30 dias de quarentena para que políticos possam assumir cargos em estatais, há defensores para que o afrouxamento também valha para lideranças sindicais.

A redação atual da Lei da Estatais, sancionada em 2016 depois de investigações comprovarem o uso político nas empresas públicas, ainda proíbe que “pessoa que exerça cargo em organização sindical” assuma cargos de diretoria e conselhos administrativos de estatais. O Estadão apurou que, agora, é este o trecho que se avalia retirar da lei, abrindo espaço para que sindicalistas também possam ser indicados para essas posições de comando.

Um dos parlamentares que defendem a ideia é o senador Paulo Rocha (PT-PA), que está em fim de mandato. Sua iniciativa, porém, não é consenso dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. O senador Jaques Wagner (PT-BA), que hoje atua como um articulador político do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Casa, já sinalizou que é contra a ideia e que essa mudança poderá gerar forte repercussão negativa. Por isso, tem que ser deixada de lado. O senador Humberto Costa (PT-PE) também é contra a ideia defendida por Paulo Rocha.

Potencial

Mudanças feitas a toque de caixa pela Câmara na Lei das Estatais têm potencial de abrir a porteira para indicações políticas para 587 cargos de alto escalão em companhias públicas federais, como apontam os dados do Ministério da Economia. São 272 vagas em diretorias executivas, além de outros 315 postos em conselhos de administração destas empresas públicas.

A remuneração anual mais baixa prevista pelas estatais chega a R$ 214 mil, que é paga a diretores nomeados na Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern). A maior remuneração estatal é a da Petrobras, com R$ 3 milhões por ano, isso sem contar demais gratificações que essas estatais possam oferecer.

Caso seja feita alguma mudança no texto pelos senadores e este seja aprovado pelo plenário da Casa, o texto terá de retornar para a Câmara. Entre a maior parte dos congressistas, a leitura é que as mudanças na Lei das Estatais deverão ser confirmadas pelo Senado em algum momento, apesar das críticas generalizadas que estas já receberam, incluindo as do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que relatou o texto que originou a lei.

Tasso classificou como “burrice” o fato de o PT ter apoiado a iniciativa e declarou que a mudança deixa a “porta aberta para todo tipo de coisas não republicanas”, além de ser “um retrocesso histórico na vida das estatais brasileiras rumo à República das Bananas”.

PT errou

Dentro do Senado, a avaliação da cúpula petista é de que PT na Câmara agiu mal e que não deveria ter embarcado na votação das mudanças na Lei das Estatais. A leitura é que o momento foi péssimo, a proposta de 30 dias de quarentena não era boa e que eventuais alterações no texto poderiam ser feitos mais para frente e não durante uma transição de governo.

Na Câmara, o texto recebeu apoio de 314 votos, contra 66. Deputados aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) votaram a favor, com as deputadas Carla Zambelli (PL-SP), Flávia Arruda (PL-DF) e Tereza Cristina (PP-MS), além de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho ‘03′ do presidente.

Quase toda a bancada petista votou favorável ao projeto. Dos 52 registrados no painel de votação, 46 votaram a favor, entre eles José Guimarães (PT-CE), o ex-presidente do PT Rui Falcão e o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia. O deputado Marcon (PT-RS) foi o único petista a votar contra. A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), não participou da votação.

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Fernando Garrido
17 de dezembro de 2022 10:07

A gente vota nesses caras para que defendam os interesses da sociedade e, no entanto, o que se vê é que eles só querem ver seus próprios interesses…
Por isso pararam de fazer pesquisas perguntando se a sociedade prefere a democracia!
Pobre Brasil…. entregue aos lobos!!!
Fazuéli!!!!!

Cezar Roldão Schuaste
17 de dezembro de 2022 14:44

É facil ir identificando os canalhas conttra Bolsonaro e o BRASIL nas atitudes contra o povo.

Angelo Oliveira
17 de dezembro de 2022 15:51

A hora que essa conta chegar, faz o L….

Nilton G Veiga
17 de dezembro de 2022 22:35

E o brasileiro que se phoda!!

Fernando Krause
17 de dezembro de 2022 18:23

Brasília é dominada pelo poder e pelo dinheiro.

Fernando Garrido
18 de dezembro de 2022 10:12

Fazuéli…..kkkkkkkkkk
Voltou toda a cambada sugadora de dinheiro público!
Vamos para o fundo do poço, junto com a cucarachada latino-americana!

Miltch Mitch
18 de dezembro de 2022 14:43

Saudades de Bolsonaro, Guedes, Tarcisio, Teresa Cristina, Marcos Pontes….

Agora vai aparecer cada bagaceiro bandido….

Valmir Endruweit
19 de dezembro de 2022 01:57

Esse vagabundo parecido com Girafales do chaves é mais um traidor do povo, corrupto, e alguém deve impedir que faça ainda mais merda.

Vanderlei Ochoa
19 de dezembro de 2022 13:05

DEMOCRACIA É DEMOCRACIA . Aceitem que dói menos. Perderam manés. Não amolem. Vão pro CATRAR….hahahahahahahahahahah

Nilton G Veiga
19 de dezembro de 2022 21:08

Senado e câmara são formados, na sua maioria, por mercenários, corruptos e estelionatários. Esperar o quê destes bandidos?!

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