Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2015
Após uma sabatina de mais de 10 horas, o plenário do Senado aprovou, na quarta-feira, por 59 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção, a recondução de Rodrigo Janot Monteiro de Barros ao cargo de procurador-geral da República. Na tarde do mesmo dia, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa já havia aprovado o nome a recondução de Janot, para mais um mandato à frente do Ministério Público da União.
O procurador-geral recebeu 26 votos favoráveis e apenas um contrário na CCJ. Dez dos 13 senadores que sabatinaram Janot são alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal. São eles: Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO), Edison Lobão (PMDB-MA), Benedito de Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Fernando Collor (PTB-AL), e Lindbergh Farias (PT-RJ). A votação no colegiado foi secreta, mas todos os 27 titulares votaram.
Denunciado por Janot na semana passada, sob a acusação de ter participado do esquema de corrupção da Petrobras, o senador Fernando Collor (PTB-AL) chegou a votar mas, por ser suplente na comissão, não teve sua opinião considerada no resultado final.
Durante a sabatina, Janot defendeu a legalidade da Operação Lava-Jato e disse que nunca viu nada tão grande quanto a corrupção na estatal de petróleo. “A Petrobras foi e é alvo de um mega esquema de corrupção. Um enorme esquema de corrupção que, eu com 31 anos de Ministério Público, jamais vi algo precedente”, disse.
O procurador também negou que tenha feito um “acordão” entre a Procuradoria-Geral da República, a presidência da República e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para poupar políticos com o intuito de garantir a governabilidade no Congresso. “Vamos convir que isso é uma ilação impossível”, afirmou. (Folhapress)
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