Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2015
O Senado Federal aprovou documento em que reconhece o genocídio armênio promovido pela Turquia durante a Primeira Guerra Mundial e, na prática, pressiona o governo federal brasileiro a fazer o mesmo. O centenário do extermínio foi marcado no dia 24 de abril.
A moção de solidariedade foi apresentada na última terça-feira pelos senadores Aloysio Nunes Ferreira e José Serra, ambos do PSDB paulista. “Em dezenas de cidades do Império Turco-Otomano, onde conviviam pacificamente famílias de diferentes etnias, toda a população armênia masculina foi reunida à força, executada e empilhada”, afirma o documento. Os assassinatos, somados às deportações em massa para regiões desérticas, resultaram na morte de mais de um milhão de armênios, segundo a Associação Internacional de Estudiosos de Genocídio. A política de extermínio é negada pelo governo da Turquia.
O país admite entre 300 mil e 400 mil vítimas, mas como consequência da Primeira Guerra, em que se digladiaram na região os impérios turco e russo. Vinte e três países reconhecem o genocídio. Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai e Venezuela emitiram declarações nesse sentido, lista que exclui o governo brasileiro. Em abril, o Parlamento europeu aprovou resolução reconhecendo o extermínio cometido pelos turcos.
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