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Política Senado examina projeto que prevê o fim da “saidinha” temporária de presos

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Benefício é concedido pela Justiça como forma de ressocialização de presos

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Estatística é da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo. (Foto: EBC)

A CSP (Comissão de Segurança Pública) do Senado deve analisar, nesta terça-feira (6), o projeto de lei que prevê o fim da possibilidade da saída temporária de presos, conhecida popularmente como “saidinha”.

O texto que propõe o fim da “saidinha” foi aprovado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2022, por 311 votos a favor e 98 contra. Desde março de 2023, o projeto está na Comissão de Segurança do Senado.

A saída temporária é concedida pela Justiça como forma de ressocialização dos presos e manutenção de vínculo deles com o mundo fora do sistema prisional. Atualmente, a legislação permite o benefício a presos do regime semiaberto que já tenham cumprido o mínimo de um sexto da pena, se for primário, e um quarto, se for reincidente. Além disso, é preciso apresentar comportamento adequado.

Na Comissão de Segurança, o texto é relatado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele chegou a apresentar dois relatórios favoráveis à proposta — o mais recente deles, em outubro —, mas nenhum foi votado. Segundo a agenda da comissão, a previsão é que uma nova versão do relatório seja apresentada e lida pelo senador na terça.

Condições

Quando passou pela Câmara, os deputados incluíram um trecho que deixa explícito que o preso só terá direito à progressão de regime se tiver boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor da prisão, e após o resultado de um “exame criminológico”.

Para entrar no regime aberto, seus antecedentes e o resultado do exame criminológico devem indicar que o preso irá “ajustar-se, com autodisciplina, baixa periculosidade, e senso de responsabilidade, ao novo regime”. Atualmente, a legislação não faz menção específica ao exame criminológico nem a indícios de baixa periculosidade.

Os deputados também incluíram três novas situações em que a Justiça pode determinar a fiscalização por meio de tornozeleira eletrônica:

* livramento condicional;

* execução da pena nos regimes aberto e semiaberto;

* restrição de direitos relativa à proibição de frequentar lugares específicos.

Hoje, a tornozeleira eletrônica pode ser utilizada para monitoramento das saídas temporárias do regime semiaberto e durante a prisão domiciliar.

Senado

Uma ala do Senado estuda alterar o projeto aprovado pela Câmara para destravar a tramitação do texto. Uma das alternativas apontadas por parlamentares da oposição prevê a permissão do benefício apenas aos detentos que tiverem autorização para trabalhar e estudar fora dos presídios.

A ideia é que a liberação para saídas em feriados e festas comemorativas siga suspensa. Outra ala do Senado defende que o benefício seja aplicado apenas a detentos do regime semiaberto.

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5 Comentários
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Eloa Guterres Dos Santos Guterres Dos Santos
4 de fevereiro de 2024 12:08

Gente de merda, sabem muito bem que isso é a pior coisa que pessoas de bem merece e ainda vão analizar esse absurdo. Magno Malta foi o mentor dessa merda!

Cezar Roldão Schuaste
4 de fevereiro de 2024 12:32

Dentro da cadeia é o unico lugar que a lei funciona para vagabundo, lá ele cumpre todas as regras leis e tem bom comportamento com certeza, ou será punido severamente pelas regras dos detentos, lá eles próprios sabem que vagabundo só obedece na disciplina….

Antônio Sérgio Bianchi
4 de fevereiro de 2024 14:14

Tem que acabar logo com esse absurdo da legislação brasileira!

João Fernando Zacher
4 de fevereiro de 2024 15:26

Só no Brasil os bandidos são tratados com tanta consideração.
Alguns até são premiados com apresidência da nação, altos
cargos federais e recebem altas remunerações….
– Esse absurdo tem que acabar.
Só no ultimo Natal mais de 1200 presos em todo o Brasil não voltaram
para os presídios dando um trabalho maior par a polícia recapturá-los e alguns foram presos por assassinato e assaltos, em flagrante.
Se estivessem presos não estariam plantando o terror…

Fernando Krause
4 de fevereiro de 2024 21:38

Enquanto bandidos são soltos, cidadãos são aprisionados em suas casas para não serem vítimas destes criminosos.
Mas o que esperar do Brasil de Brasília, onde os piores bandidos e ladrões dos cofres públicos foram politicamente descondenados para “voltar à cena do crime”…

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