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Política Senador e membro da CPI da Covid diz que se o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello não apresentar teste positivo terá feito “manobra” para não prestar depoimento

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O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello conseguiu adiar depoimento à CPI da Covid. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O senador e membro da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid Rogério Carvalho (PT-SE) avaliou que, se o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello não apresentar o exame positivo para covid-19, ele terá utilizado uma “manobra” para não prestar depoimento à comissão, marcado originalmente para a última quarta-feira (5). O senador, no entanto, lamenta a ausência do ex-ministro pois, em sua visão, não sabe como ele vai conseguir se preparar melhor “porque ninguém vai conseguir mudar a realidade”.

Na terça-feira (4), véspera de seu depoimento na CPI, Pazuello informou que estava com suspeita de covid-19 e, por isso, não poderia comparecer presencialmente ao Senado. A fala do general foi adiada para o dia 19, após as duas semanas necessárias para a quarentena. Porém, na quinta-feira (6), o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, teria visitado Pazuello.

Em entrevista à CNN Brasil, Carvalho disse não ter dúvidas de que o general está sendo treinado e orientado a dar respostas que não o comprometam. “Mas é muito difícil, num interrogatório que deve durar 8, 10h, alguém resistir às perguntas e evidências”, afirmou. Para Carvalho, durante o depoimento, o mais difícil é responder da mesma forma uma pergunta que é repetida várias vezes. Em sua visão, Pazuello não vai conseguir sustentar o mesmo discurso durante o período.

O senador ainda alerta que entrevistar Pazuello não deve ser visto como um confronto com o Exército, muito menos que essa interpretação seja utilizada a favor do general. “Vai ser entrevistado um general que vestiu roupa civil”, esclareceu. Segundo ele, o ex-ministro não poderá ir com farda do Exército pois “ele não foi ao Ministério vestido de uniforme do Exército”. “Que ele não abuse e que ele não tente intimidar a comissão trazendo consigo a representação do Exército brasileiro, porque isso não vai funcionar”, reforçou o petista.

O parlamentar afirma que, ainda que Pazuello não tenha agido com autonomia no Ministério da Saúde, “ele foi conivente” às ações do governo durante a pandemia. “O que está ficando claro é que todos (os ministros da Saúde) fazem a vontade do presidente da República”, e acrescenta que “aqueles que discordaram dele (Jair Bolsonaro) em alguma medida, rapidamente é substituído”. “Não tenho dúvida de que o (Marcelo) Queiroga, num determinado momento, será demitido se ele tiver o mínimo de responsabilidade e coerência com o exercício ético da profissão de Medicina”, disse.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) confirmou a intenção de protocolar um pedido de teste de coronavírus para Pazuello. “Não faremos investigação para saciar nosso fígado, mas para responder aos milhões de brasileiros”, declarou o senador.

“Solicitei que o ex-ministro Pazuello apresente seu teste de Covid-19 à CPI da Pandemia. Não instalamos uma CPI de brincadeira. Devemos respostas às mais de 400 mil famílias que perderam seus entes e queremos soluções p/ o fim dessa crise. Vamos TRABALHAR!”, afirmou o senador em suas redes sociais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Senado.

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