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Mundo Senadores do Partido Democrata pedem a Joe Biden que não dê dinheiro ao Brasil caso desmatamento não diminua

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Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Um grupo de 15 senadores do Partido Democrata dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente americano nesta sexta-feira (16) em que reclamam da falta de medidas para preservar o ambiente por parte do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Os políticos dos EUA também pedem para que Biden condicione qualquer apoio à preservação da Amazônia a um progresso nas ações brasileiras.

A carta foi assinada por senadores como Patrick Leahy, líder do comitê que aprova os gastos de dinheiro do governo; Bob Menendez, do comitê de relações exteriores e Bernie Sanders, que foi pré-candidato à presidência dos EUA.

Há expectativa de um encontro entre Biden e Bolsonaro, além de outros líderes internacionais, para falar sobre o clima.

Aparentemente, a carta tem como objetivo evitar que Bolsonaro consiga se reposicionar como um líder disposto a cooperar para a preservação do ambiente só para garantir um repasse de bilhões de dólares.

Na carta, os senadores também afirmam que se o ritmo de desmatamento não melhorar, eles não vão aprovar o pedido do Brasil de ingressar na OCDE, uma espécie de clube de países ricos (esse é um dos objetivos de Bolsonaro).

“A retórica e as políticas do presidente Bolsonaro efetivamente deram um sinal verde para que os perigosos criminosos que atuam na Amazônia, que permitiu a eles expandir suas atividades”, afirma a carta.

Eles também citam abusos relatados pela ONG Human Rights Watch.

Honrarem os compromissos

Uma parceria entre EUA e Brasil “só pode ser possível de a gestão de Bolsonaro começar a levar os compromissos com o clima do Brasil a sério –e só se eles protegerem, derem apoio e se engajarem significativamente com os brasileiros que podem ajudar o país a honrarem esses compromissos”, afirmaram os senadores.

Durante a campanha presidencial, Biden propôs que um grupo de países pudessem doar US$ 20 bilhões ao Brasil para combater o desmatamento e que, caso o país fracasse, enfrente consequências.

Naquela ocasião, Bolsonaro classificou os comentários de Biden como desastrosos.

Conversas bilaterais sobre o clima com o Brasil começaram no dia 17 de fevereiro. O responsável por elas foi John Kerry, o enviado especial para o clima dos EUA.

Os dois lados têm mantido encontros técnicos que antecedem a cúpula marcada para os dias 22 e 23 de abril, que acontecerá por transmissões pela internet.

O Brasil tentará mostrar que mudou, e que não está fazendo discursos vazios.

O presidente Bolsonaro enviou, no dia 14 de abril, uma carta de 7 páginas para o presidente Joe Biden, em que reconheceu que o governo precisa melhorar seu desempenho para impedir o desmatamento ilegal.

Ele também afirmou que apoia o desenvolvimento sustentável com alternativas econômicas para os moradores pobres da região, e que ele se comprometia a acabar com o desmatamento ilegal até 2030.

Para atingir esses objetivos, ele afirmou que o Brasil via precisar de recursos externos. Ele afirmou que uma ajuda do governo dos EUA seria “muito bem-vinda”.

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