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Política Sérgio Moro descarta migrar para a União Brasil e diz que levará candidatura à Presidência “até o fim”

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Pessoas próximas a Moro dizem que tais comportamentos condizem com as opiniões pessoais do ex-juiz. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O pré-candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, Sérgio Moro, disse nesta sexta-feira (18) que vai “até o fim” na disputa presidencial e que vai permanecer no partido. “Vou até o fim. Alguém tem que falar a verdade em 2022”, afirmou o ex-juiz aos jornalistas ao chegar a um almoço com empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) na capital paulista.

Moro também reclamou que existem muitas especulações com seu nome. Nas últimas semanas, deputados do Podemos passaram a pressionar a legenda para desistir da candidatura, que drenaria recursos do Fundo Partidário.

O União Brasil também ventila a possibilidade de lançar Moro, mas a ideia divide a sigla.

Além do ex-ministro da Justiça, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), e o cientista político Felipe D’Ávila (Novo) participaram do almoço do Lide, grupo que foi fundado pelo governador João Doria (PSDB).

Apesar de Moro dizer que vai “até o fim” na disputa presidencial, o ex-juiz federal e Simone Tebet (MDB-MS), pré-candidata do MDB, defenderam nesta sexta-feira que os nomes do centro se unam ainda no 1° turno em torno de uma candidatura única. Ambos defenderam que as pesquisas de intenção de voto e o índice de rejeição devem ser usados como critérios para a definição do escolhido.

“Sem dúvida é possível a união do centro até as convenções. Como avaliar? Com pesquisa, quantitativa e qualitativa. Não só a pesquisa de intenção de voto, mas também ver aquele tem o menor índice de rejeição”, disse Tebet aos jornalistas na saída do evento.

Ainda segundo a senadora, o momento certo para escolher o candidato desse bloco é em maio.

“Muitas pré-candidaturas vão se encontrar”, disse a parlamentar. “Acredito que é possível caminhar com uma única candidatura do centro democrático ainda no 1° turno.”

Moro afirmou que existe “convergência” entre os projetos do chamado centro democrático.

“O ideal é que essa união aconteça o quanto antes”, afirmou o ex-magistrado. “Temos que considerar vários fatores (para a escolha do nome). O mais fundamental é o pré-candidato que se encontrar mais à frente nas pesquisas. Devemos nos unir em torno de um nome mais competitivo, e as pesquisas devem ser levadas em consideração”.

Na pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta, 18, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança nas intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista apareceu com 43%, ante 25% do atual mandatário. O resultado é próximo ao levantamento de dezembro (44% a 24%). Moro e Ciro Gomes (PDT) tiveram 8%, e João Doria (PSDB), 3%.

“Pesquisa de intenção de voto ou de rejeição? Tem que ver qual o critério. Popularidade é um dos elementos para definir?”, questionou d’Avila.

No início da semana, os presidentes do MDB, Baleia Rossi, do PSDB, Bruno Araújo, e do União Brasil, Luciano Bivar, se reuniram para retomar as tratativas sobre uma possível aliança ou formação de uma federação partidária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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