Quarta-feira, 15 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2018
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato, votou por volta das 9h30min no Clube Duque de Caxias, em Curitiba, no Paraná, acompanhado por dois seguranças. Ele não falou com a imprensa e disse aos jornalistas que “hoje é o dia dos políticos”, mas conversou rapidamente com uma eleitora, que o aguardava desde cedo, e saiu aplaudido por eleitores da mesma seção.
O silêncio de Moro contrastou com as declarações públicas de sua esposa, Rosangela Wolf Moro. Na quinta-feira, ela usou as redes sociais para falar que não “teme a mudança”. Segundo ela, o maior temor é que o País “fique como está”.
“Eu tenho medo que nosso ‘BR’ fique como está: inseguro, sem saúde, sem educação de qualidade, corrupto e sem esperança”, escreveu, nesta sexta-feira. Apesar do tom crítico, Rosangela não declarou voto a nenhum dos dois presidenciáveis que disputam o segundo turno. Mas no incício da noite deste dpomingo, a advogada comemorou nas redes sociais a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República. No Instagram, Rosângela escreveu “Feliz”.
Sérgio Moro, que colocou o ex-presidente Lula na cadeia, desejou ao presidente eleito “que faça um bom governo”.
Moro declarou, após apuração de 98,89% dos votos, assegurando vitória de Bolsonaro, que “encerradas as eleições, cabe congratular o presidente eleito”.
Ele recomenda reformas com diálogo e tolerância. “São importantes, com diálogo e tolerância, reformas para recuperar a economia e a integridade da Administração Pública”, sugeriu o magistrado. Para Moro, este é o caminho para “resgatar a confiança da população na classe política”.
Há uma semana, o juiz federal foi apontado pelo presidente do PSL, Gustavo Bebianno – cotado para ser ministro da Justiça – como um nome possível de ser indicado para o STF (Supremo tribunal Federal)
Mas a declaração não caiu bem nas cortes superiores. Segundo um magistrado, não é “normal” a indicação de um juiz de primeira instância para o mais importante tribunal do País. Em geral, quando a escolha recai sobre a magistratura, a disputa se dá entre ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou desembargadores de tribunais regionais e de justiça dos Estados. Levar o juiz ao STF furando fila, disse um outro ministro, seria como colocar um soldado para comandar os generais.
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