Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de setembro de 2015
Servidoras da Câmara dos Deputados realizaram um ato nessa quarta-feira, no hall da taquigrafia da Casa, em protesto contra as regras de vestimenta que estão sendo analisadas pela Mesa Diretora. Entre as propostas em discussão está o veto ao uso de saias acima do joelho ou roupas com decotes acentuados. Para os homens, passaria a ser barrado o uso de camisetas de times de futebol e chapéus. Calçar tênis estaria liberado apenas para quem trabalha muito tempo em pé e, ainda assim, sem cores “berrantes”.
A ideia de se criar um “código de vestimenta” foi da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). “A mudança é para preservar o decoro, respeito e austeridade do Poder Legislativo”, disse a parlamentar. Não há data para que as propostas sejam aprovadas ou rejeitadas.
As mulheres fizeram o ato cobertas por um lenço na cabeça e os homens colocaram chapéus. As servidoras entoaram frases como “mais ética, menos estética” e “cuide do seu decoro que eu cuido do meu decote”.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) participou do ato e declarou que os parlamentares têm que “se preocupar mais com a ética e o decoro do que com o decote e com a estética” das mulheres.
A filósofa Dirnamara Guimarães é servidora da Câmara há 31 anos. Ela contou que está se sentindo constrangida com as propostas em discussão. “É uma questão sexista, mais uma vez viramos pecado. Meu decoro não está no que eu visto e sim no meu trabalho. A liberdade também está sendo questionada”, criticou. (G1)
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