Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2023
Servidores federais enviaram ao governo, nesta sexta-feira (24), uma contraproposta de reajuste salarial de 13,5%, a valer a partir de março deste ano. O percentual pleiteado é quase o dobro do apresentado formalmente na semana passada pelo Ministério da Gestão e da Inovação no Serviço Público, de 8%.
A proposta será apresentada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) na próxima reunião da Mesa de Negociação Permanente, marcada para a próxima terça-feira (28).
Para a correção salarial dos servidores, o governo federal tem à disposição R$ 11,2 bilhões — margem garantida pelo relator do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro — que, segundo o governo, seria o necessário para garantir a recomposição de 8% e o aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos servidores da ativa.
Para integrantes da diretoria do fórum, no entanto, se houver interesse do governo, há possibilidade de acomodar o percentual a partir de remanejamentos no orçamento e uso de reserva de contingência disponível para órgãos federais.
Outra alternativa que será levada pelos servidores é a possibilidade de retirar do espaço disponível no Orçamento para reajuste a correção em 43,6% do auxílio-alimentação, que passaria de R$ 458 pra R$ 658. Cálculos feitos pelo Fonacate mostram que, só com essa medida, já seria possível acomodar mais 1 ponto percentual de reajuste a servidores, que subiria para 9%.
Equiparação
Além da contraproposta salarial, os servidores também querem que o governo inclua, no acordo, o compromisso de equiparar até 2026 o valor do benefício concedido aos servidores do Executivo federal com o recebido pelos demais poderes.
Hoje, quem trabalha na administração pública direta federal tem auxílio-alimentação de R$ 458 ao mês, enquanto funcionários do Legislativo e do Judiciário ganham R$ 1.182,74.
Perdas acumuladas
No ofício protocolado, as entidades destacam que o percentual de 7,8% está muito aquém das perdas acumuladas nos últimos anos, e propõem que o governo eleve sua oferta para 13,5 % a partir do mês de março próximo.
“Os servidores estão muito ansiosos aguardando o desfecho dessa negociação, que nós esperamos que não se estenda além de meados de março”, destacou o presidente do Fonacate, Rudinei Marques. As informações são do jornal O Globo e da Fonacate.
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