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Mundo Sete alpinistas desapareceram após avalanche no Himalaia

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Geleiras do Himalaia foram formadas há 70 milhões de anos. (Foto: Reprodução)

Quatro montanhistas sul-coreanos e três nepaleses são considerados desaparecidos, após uma avalanche de neve no maciço de Annapurna, um dos picos mais altos do Himalaia – anunciaram as autoridades do Nepal neste sábado. A avalanche aconteceu a uma altitude de cerca de 3.200 metros, perto do acampamento-base para a subida do Annapurna, depois de uma forte nevada na sexta-feira.

“Fomos informados de que não há contato com quatro sul-coreanos e três nepaleses depois da avalanche. Ontem à noite, uma equipe de resgate foi enviada para o local”, disse à AFP Mira Dhakal, do Ministério nepalês de Turismo. O chefe da polícia local, Dan Bahadur Karki, disse que o mau tempo dificulta os esforços de socorro. “A equipe está a caminho. Também temos um helicóptero pronto para decolar, se o clima melhorar”, afirmou Karki.

Annapurna é uma montanha particularmente propensa às avalanches e tecnicamente difícil. Tem uma taxa de mortalidade mais alta do que a do Everest, o pico mais alto do mundo.

Na Coreia do Sul, funcionários da área de Educação informaram que os quatro montanhistas sul-coreanos desaparecidos eram parte de uma equipe de professores voluntários que trabalhavam com crianças no Nepal. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul anunciou que enviará uma equipe de ajuda ao Nepal e que as famílias dos montanhistas desaparecidos já foram informadas.

Dados de 2019

Em 2019, o Nepal emitiu 381 autorizações por US$ 11 mil cada para a temporada de primavera, e ao menos outras 140 foram outorgadas no flanco norte no Tibete. A maioria dos montanhistas são escoltados por ao menos um guia nepalense. Mas a afluência fez que se acumulassem multidões em alguns gargalos no caminho, em especial depois de que o mau tempo reduziu o número de dias para tentar a subida.

Em 2018, o clima ajudou e a janela para chegar ao cume esteve aberta por 11 dias, mas em 2019 os terríveis ventos reduziram essa cifra a menos de seis. Cinco pessoas morreram em 2018. Este ano foram nove montanhistas do lado nepalense e dois do lado tibetano. Nirmal Purja, que escalou seis picos de mais de 8.000 metros em apenas 31 dias nesta temporada, disse que a rota para o cume deveria ser estabelecida com antecedência para facilitar o tráfico. Mas Ang Dorji Sherpa, do Comitê Sagarmatha de Controle da Poluição, que vigia a abertura da parte baixa da rota, disse que o foco deve estar em limitar o número de montanhistas, já que é o clima que dita quando se podem colocar cordas.

Assim como a praia se enche no primeiro dia de verão, a crista do cume Everest estava repleta com mais de 200 montanhistas em 22 de maio, quando foi reaberta após o mau tempo. As equipes esperaram horas sob temperaturas geladas para ascender ao cume e descer. A espera aumentou o risco de congelamento, esgotamento e mal de altura em uma região com escasso oxigênio.

O engarrafamento na chamada “zona da morte” foi responsável por ao menos quatro mortes em 2019. O montanhista indiano Aditi Vaidya disse que uma hora de espera é potencialmente mortal. “Lá é onde a maioria das pessoas sofrem de congelamento. Porque se você não caminha, se não se move, seu corpo não está quente, você tem frio e não importa que tenha comprado o melhor equipamento de montanha. Não acredito que nada, nada feito pelo homem, possa combater a natureza”, explicou.

Gyanendra Shrestha, oficial de ligação do governo no acampamento base do Everest, afirmou que os montanhistas ficam apressados demais quando se abre a janela de subida. “Se houvesse coordenação entre as equipes, e os montanhistas tivessem se separado no tempo, não teríamos tido tal aglomeração”, afirmou Shrestha.

Montanhistas relataram que havia muitos novatos sem experiência, movendo-se devagar demais e arriscando suas vidas e as dos outros. “Vi alpinistas que necessitavam de seus guias até mesmo para calçar os sapatos”, afirmou um montanhista.

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https://www.osul.com.br/sete-alpinistas-desapareceram-apos-avalanche-no-himalaia/ Sete alpinistas desapareceram após avalanche no Himalaia 2020-01-18
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