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Saúde Sete coisas para saber sobre a vacina da Pfizer/BioNTech

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O imunizante não apenas é seguro como apresenta 95% de eficácia. (Foto: EBC)

Na semana passada, o governo federal anunciou a compra de mais um lote de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, que devem ser entregues entre setembro e dezembro de 2021.

O novo acordo garante um total de 200 milhões de doses do imunizante até o fim do ano. Em abril, as primeiras remessas começaram a chegar ao País.

Testada em 43,5 mil pessoas de seis países (incluindo Brasil), a vacina é uma aposta segura para a imunização da população contra o coronavírus.

Veja suas principais características:

Tecnologia RNA-mensageiro

A vacina da Pfizer usa a tecnologia chamada de mRNA ou RNA-mensageiro, que usa a engenharia genética para fazer a replicação de sequências de RNA para fabricar o imunizante. Diferente de outras vacinas, não há a necessidade de cultivar grandes quantidades de vírus para usá-los como matéria-prima, o que torna o processo mais barato e mais rápido.

No caso da vacina da Pfizer, o RNA mensageiro mimetiza a proteína spike do vírus Sars-CoV-2, que o auxilia a invadir as células humanas. Essa “cópia”, no entanto, não é nociva como o vírus, mas é suficiente para desencadear uma reação das células do sistema imunológico, que cria uma defesa robusta no organismo.

Eficácia alta

A terceira fase de testes da vacina da Pfizer demonstrou que o imunizante não apenas é seguro como apresenta 95% de eficácia.

Em outro estudo, a vacina da Pfizer se mostrou capaz de reduzir o risco de casos graves da covid-19 já a partir da primeira dose em indivíduos com 70 anos ou mais. A análise de mundo real foi feita pela PHE (Public Health England).

Os dados mostram que, quatro semanas após a aplicação da primeira dose da vacina, a prevenção a casos sintomáticos variou de 57% a 61% no caso do imunizante da Pfizer.

Uma outra análise, publicada no periódico The Lancet e realizada com profissionais de saúde do maior hospital de Israel, a primeira dose da vacina mostrou-se 85% eficaz duas a quatro semanas após sua administração.

Resistente às variantes

Em fevereiro, um estudo publicado na revista científica Nature Medicine mostrou que a vacina da Pfizer foi capaz de neutralizar, em laboratório, três variantes do coronavírus que apareceram no Reino Unido e na África do Sul — consideradas ainda mais transmissíveis que a cepa original.

Em outra análise, o imunizante também foi capaz de neutralizar uma variante P.1, identificada pela primeira vez em Manaus (AM) e considerada altamente contagiosa. Atualmente, a cepa é uma das mais prevalentes em todo o território nacional.

Armazenamento 

A vacina da Pfizer precisa ser estocada a -75ºC, o que acabou se tornando um desafio de logística para muitos países. O motivo pelo qual o imunizante precisa de temperaturas tão baixas é a sensibilidade da molécula de RNA, que só se mantém estável e efetiva nas condições de congelamento.

No início do ano, no entanto, a farmacêutica apresentou um trabalho ao FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos), órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos, afirmando que a vacina poderia ser armazenada em freezers e refrigeradores farmacêuticos em temperaturas de -25ºC a -15ºC por até duas semanas.

Poucos efeitos colaterais

As reações mais comuns após a aplicação da vacina da Pfizer são dor de cabeça, fadiga e febre, além de dor no local da aplicação — comuns também em outros imunizantes. Alguns poucos pacientes (entre centenas de milhares), no entanto, apresentaram forte reação alérgica imediatamente após a injeção.

Segura para grávidas

Divulgado recentemente, um estudo preliminar realizado por pesquisadores do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, mostrou que a vacina da Pfizer não gera risco para gestantes. Um total de 35.691 mulheres, com idades entre 16 a 54 anos, participou do estudo. O grupo foi vacinado durante a gestação ou momentos antes de engravidar.

No Brasil, após recomendação da Anvisa, apenas a vacina da Pfizer e a CoronaVac (Butantan) estão liberadas para gestantes.

Liberada para adolescentes

No início de maio, o FDA americano autorizou o uso da vacina da Pfizer/BioNTech em adolescentes de 12 a 15 anos. De acordo com a autoridade, foi realizada uma revisão rigorosa e completa de todos os dados disponíveis da vacina. A avaliação concluiu que os benefícios do imunizante para pessoas com 12 anos ou mais superam os riscos associados à aplicação do produto.

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