Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de setembro de 2015
Um movimento articulado pelos dois maiores banqueiros do País, os presidentes do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e do Itaú, Roberto Setubal, e outros interlocutores do setor empresarial mostrou à presidenta Dilma Rousseff o tamanho do risco que a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda representa hoje para o País.
Trabuco se reuniu com Dilma na quarta-feira e explicou o que poderá acontecer com os mercados, os bancos, a economia em geral e com o País caso ela mude de fato a política fiscal e assuma uma opção “desenvolvimentista”.
A presidenta teria se preocupado com o relato e convocou os ministros Levy, Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloisio Mercadante (Casa Civil) para uma reunião de emergência, na quinta-feira. Ela determinou a Mercadante que desse entrevista assegurando que a saída de Levy sequer foi discutida no governo. Barbosa também ressaltou a permanência do titular da Fazenda: “Levy fica, com certeza”. No entanto, nenhuma palavra foi dita sobre o que realmente está em jogo: qual a meta de resultado fiscal para 2016. Levy esperava que a presidenta se comprometesse com superávit primário de 0,7% do PIB. Dilma, porém, não assumiu qualquer compromisso.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à Brasília para conversar com a presidenta. Vem do PT a maior resistência à ortodoxia do Ministério da Fazenda.
Levy viajou para a Turquia. De lá vai a Madri, para um seminário do jornal El Pais, e para Paris (França), onde ocorrerá reunião da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Ele retorna ao Brasil no dia 9 deste mês. (AG)
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