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Notícias Para cúpula do PMDB Temer “escorregou” ao falar de popularidade de Dilma

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Se o Senado aprovar o parecer favorável ao impeachment de Dilma na próxima semana, a petista será afastada do cargo por até 180 dias, e Temer assumirá a Presidência da República (Foto: Dida Sampaio/AE)

A cúpula do PMDB acredita que o vice-presidente da República, Michel Temer, “escorregou” na quinta-feira,  ao dizer que será difícil a presidenta Dilma Rousseff concluir os próximos três anos de mandato se os índices de popularidade continuarem tão baixos como os atuais.
Os peemedebistas concordam que Temer disse o que realmente pensa sobre cenário político-econômico, mas que não deveria sequer ter aceitado o convite para participar de um evento promovido pelo movimento “Acorda Brasil”, grupo que defende o impeachment da presidenta Dilma.
Temer foi questionado sobre os cenários que podem levar ao afastamento da petista e respondeu: “Hoje o índice [de popularidade] é realmente muito baixo. Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo”, avaliou. “Se continuar assim, 7% de popularidade, de fato fica difícil passar de três anos”, afirmou o vice-presidente.
“Acho que ele escorregou por estar em um ambiente que ele não dominava e é hostil”, comentou um cacique da legenda, que falou em condição de anonimato. Segundo ele, Temer não está “habituado ao embate contrário, público e agressivo” e que, uma vez aceito o convite para o encontro, deveria ter se preparado para enfrentar a situação.
Já os peemedebistas favoráveis ao rompimento com o governo avaliariam que o vice-presidente foi honesto em suas palavras. Parlamentar próximo ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que Temer está apenas sendo “realista”. “Ele trocou o otimismo pelo realismo. É uma declaração que não pode ser considerada simplesmente um ato falho. O vice-presidente Temer  relatou uma realidade”, defendeu Marun.
Os petistas tentaram amenizar a repercussão da manifestação de Temer. “Acho que foram [as declarações] tiradas do contexto”, opinou o vice-líder do governo na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP). O petista disse que Temer vem se mostrando “muito leal a Dilma” e que ambos têm o mesmo objetivo: lutar para tirar o País da crise.

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