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Política Setor público tem superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro, acima do esperado

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Dívida bruta do governo como proporção do PIB permaneceu em 78,7% de dezembro para janeiro.

Foto: Reprodução
Dívida bruta do governo como proporção do PIB permaneceu em 78,7% de dezembro para janeiro. (Foto: Reprodução)

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve superávit primário de R$ 103,689 bilhões em janeiro, após um superávit de R$ 6,251 bilhões em dezembro, informou o Banco Central.

Todas as estimativas do mercado eram positivas, de R$ 85,6 bilhões a R$ 114,6 bilhões.

Esse é o resultado menos robusto para meses de janeiro desde 2024, quando as contas públicas tiveram superávit primário de R$ 102,146 bilhões. Em janeiro de 2025, o déficit foi de R$ 104,096 bilhões.

O governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve superávit primário de R$ 87,274 bilhões no mês passado. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 21,284 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 4,869 bilhões.

Isoladamente, os Estados tiveram superávit de R$ 16,783 bilhões, e os municípios, superávit de R$ 4,501 bilhões.

Superávit nominal

O setor público consolidado teve superávit nominal de R$ 40,062 bilhões em janeiro, após um rombo de R$ 115,502 bilhões em dezembro. Em janeiro de 2025, o resultado nominal havia sido positivo em R$ 63,737 bilhões.

O déficit nominal do setor público atingiu R$ 1,086 trilhão, ou 8,49% do Produto Interno Bruto (PIB), em 12 meses.

O resultado nominal representa a diferença entre receitas e despesas do setor público, contando o pagamento dos juros da dívida pública.

O governo central teve superávit nominal de R$ 33,500 bilhões no mês passado. Os governos regionais tiveram saldo positivo de R$ 11,975 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit nominal de R$ 5,413 bilhões.

Déficit primário em 12 meses

O setor público consolidado tem déficit primário de R$ 55,428 bilhões nos 12 meses encerrados em janeiro, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo como proporção do PIB permaneceu estável em relação a dezembro, quando já era de 0,43%.

O governo central tem déficit primário de R$ 54,563 bilhões, ou 0,43% do PIB, no acumulado de 12 meses até janeiro deste ano. Estados têm superávit de R$ 1,966 bilhão (0,02% do PIB), e municípios, superávit de R$ 6,904 bilhões (0,05% do PIB). Nas empresas estatais, o saldo é negativo em R$ 9,735 bilhões, ou 0,08% do PIB.

Dívida bruta do governo

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 78,7% de dezembro para janeiro. Em valores nominais, passou de R$ 10,018 trilhões para R$ 10,080 trilhões.

O pico da série da dívida bruta foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 93,3% (dado revisado de 93,4%) do PIB em dezembro para 92,7% no mês passado.

A DBGG — que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais — é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) — que considera as reservas internacionais do Brasil — caiu de 65,3% do PIB em dezembro para 65% em janeiro. Em reais, atingiu R$ 8,318 trilhões.

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