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Saúde Sexo pode elevar a frequência cardíaca, mas não substitui o exercício físico

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A atividade sexual não substitui um programa regular de exercícios físicos. (Foto: Freepik)

Dono do uniforme do super-herói Aquaman e presente nas telas recentemente com o personagem Lobo de “Supergirl”, o grandalhão Jason Momoa revelou, com todas as letras, que o sexo é o seu “cardio” número 1. Quando perguntado sobre qual é a atividade favorita para manter a forma, o ator havaiano foi direto ao ponto: “É o favorito de todo humano. Todos temos o mesmo ‘cardio’ predileto. Não deveríamos dizer nada diferente”, destacou.

A frase serve para mostrar a “atuação” de Momoa na cama ou realmente o sexo é importante para o condicionamento físico? Bem, segundo os especialistas, não dá para viver só na cama para estar no melhor da forma. “Qualquer movimento conta como atividade física, mas, no caso da relação sexual, é de leve a, no máximo de moderada intensidade”, afirma Patrícia Corradi, endocrinologista do Serviço de Medicina do Esporte da Rede Mater.

“Durante o ato sexual, pode haver aumento das frequências cardíaca e respiratória e um gasto energético, mas ainda assim a atividade sexual não substitui um programa regular de exercícios físicos e não conta na recomendação da Organização Mundial da Saúde”, explica Patrícia. Flávio Teixeira, sexólogo somático e hipnoterapeuta especialista em trauma, salienta que o sexo pode ter o mesmo efeito da malhação, mas isso dependerá da intensidade com que é feito.

“O sexo pode ser considerado uma atividade física desde que exija movimento corporal e ritmo respiratório, com mais partes do corpo (envolvidas)”, pondera Teixeira, que destaca outros benefícios do sexo para a saúde do corpo, principalmente quando há prazer. “(No ato sexual há) a liberação de ocitocina, que é o hormônio do vínculo, da conexão e do bem-estar, de endorfinas e de serotonina, nosso hormônio da felicidade”, reforça.

O contrário também é importante, é preciso dizer. Fazer direitinho a academia traz muitos benefícios na hora do vamos ver. “Ter um bom condicionamento físico garante uma melhor capacidade cardiovascular, resistência muscular, mobilidade, inclusive controle da respiração, que são fatores importantes durante o ato sexual, porque podem torná-lo mais confortável e menos cansativo”, frisa a endocrinologista da Rede Mater.

“Além disso, as pessoas que são fisicamente ativas costumam apresentar menor risco de outras doenças que podem comprometer também a qualidade do ato sexual, como obesidade, diabetes e hipertensão. Outro ponto importante é que a prática regular de exercícios também melhora a autoestima e a relação com a autoimagem. E tudo isso, em última instância, também influencia diretamente no desejo e na satisfação sexual”, assinala Patrícia.

Mas não vá achando que o número de pesos levantados e de quilômetros corridos na esteira garantirá uma nota 10 embaixo dos lençóis. “Uma boa preparação física pode contribuir. sim, embora o prazer sexual dependa de muitos outros fatores, incluindo aspectos emocionais, relacionais e hormonais. O exercício não aumenta o prazer de forma direta, mas cria condições favoráveis para uma vida sexual mais satisfatória”.

Flávio Teixeira vai no mesmo caminho: “Uma boa preparação física não é suficiente para que a pessoa tenha prazer, mas pode ajudar. Porque o que faz uma pessoa ter prazer, em primeiro lugar, é se ela está presente no corpo dela, se tem consciência corporal, se consegue se conectar com quem está a seu lado e com o contexto erótico”, comenta. Tudo isso, explica o sexólogo somático, pode ter algumas variáveis, como trauma e estresse crônico.

A sala de musculação não é o único lugar que proporciona melhora na parte física. “Qualquer atividade física praticada de forma regular pode trazer benefícios para a saúde, inclusive a saúde sexual. Qualquer atividade física de baixo impacto que qualquer pessoa consiga fazer, como dança e caminhada, pode melhorar o condicionamento cardiovascular, a coordenação motora, o equilíbrio, a mobilidade e a consciência corporal”, registra Patrícia.

O momento em que realmente é preciso se preocupar com a parte física é quando, após a atividade sexual, o parceiro passa a sentir dores no corpo. “Uma dor que seja sentida por causa do esforço, como se você tivesse ido para a academia e treinado aquele músculo, não é algo preocupante, porque ela passa depois. Mas uma dor na articulação que não passa, mais aguda e com sinais inflamatórios, já é o caso de procurar um médico”, avalia Teixeira. As informações são do jornal O Tempo.

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