Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020

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Notícias Show em Porto Alegre neste sábado destaca composições de Chico Buarque

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Apresentação ocorre no palco do Espaço 373, no bairro Floresta. (Foto: Divulgação)

De volta ao Espaço 373, em Porto Alegre, o grupo gaúcho Roda Viva apresenta na noite deste sábado um show com clássicos e “lados B” do cantor e compositor Chico Buarque. A apresentação começa às 21h30min e o bar está localizado na rua Comendador Coruja nº 373 (bairro Floresta).

Os ingressos têm valores de R$ 30 (antecipado), R$ 20 (estudantes) e R$ 40 na hora do evento. É possível adquirí-los por meio do site www.eventbrite.com.br. Informações e reservas pelos telefones (51) 98142-3137 e 99508-2772.

O grupo foi formado na capital gaúcha em 2004, já com a intenção de interpretar a obra do artista que muitos consideram o maior compositor vivo da música popular brasileira. “Os arranjos originais são preservados para que o público possa reconhecer de imediato cada uma das canções”, explica o texto de abertura.

Mas não é só de clássicos que vive o espetáculo. O grupo também resgata faixas menos conhecidas, a exemplo das letras assinadas na década de 1970 com o pseudônimo “Julinho da Adelaide” – uma estratégia para fugir dos censores da ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985.

A banda é formada por José Leandro Luz (voz), Juliano Luz (contrabaixo, piano e vocal), Maestro Nambú (saxofone e clarinete), Fabio Bohrer (violão, cavaquinho e vocal), Felipe Bohrer (violão, flauta, percussão e vocal) e Rafael Bohrer (bateria).

Nome emblemático

A escolha do nome da banda é bastante emblemática, afinal “Roda Viva” é o título de uma peça teatral escrita por Chico Buarque no final de 1967 e que estreou no Rio de Janeiro no início do ano seguinte, sob direção de José Celso Martinez Corrêa. Foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.

Na estreia, fizeram parte do elenco Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro, nos papéis principais, e a temporada foi considerada um sucesso. Durante a segunda temporada, já com Marília Pêra, André Valli e Rodrigo Santiago substituindo a trupe original, a montagem original virou símbolo da resistência contra a ditadura.

Isso porque um grupo de aproximadamente 20 militantes de extrema direita autodenomiando “CCC” (Comando de Caça aos Comunistas”) invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou os artistas e depredou o cenário. O espetáculo voltou a ser encenado (em setembro de 1968), desta vez em Porto Alegre.

Na capital gaúcha, um novo incidente: os atores voltaram a ser vítimas de violência. Além disso, a peça foi censurada a deixou de ser encenada. Alegação dos censores: “conteúdo degradante e subversivo, com uma peça que não respeita a formação moral do espectador, ferindo de modo contundente os princípios da moral e da religião herdados de nossos antepassados”. A música-tema “Roda Viva” também foi gravada por Chico em seu terceiro disco, de 1968.

Enredo

O espetáculo conta a história de um ídolo da canção que decide mudar de nome para agradar ao público, em um contexto de uma indústria cultural e televisiva nascente no Brasil dos anos 60. O personagem é a representação de uma figura manipulada pela indústria fonográfica e pela imprensa, situação que provoca uma reflexão sobre a sociedade de consumo.

A peça é encenada em dois atos, contando a ascensão e queda de Benedito Silva, que passou a adotar o nome de Ben Silver. Mas o que marcou a peça foi a sua agressividade proposital com o intuito de chocar o público para os problemas que cercavam o Brasil na época.

(Marcello Campos)

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