Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Notícias Sindicatos orientam que servidores do Imesf cessem manifestações e retomem atividades hoje

Paralisação iniciou na semana passada, quando decisão do STF julgou o funcionamento do Imesf como inconstitucional. (Foto: Divulgação/Sindisaúde)

Após dias de manifestações, as unidades de saúde do Instituto Municipal Estratégia de Saúde da Família (Imesf) de Porto Alegre devem retornar ao atendimento normal nesta terça-feira (24) por orientação dos sindicatos da categoria. Nesta segunda-feira (23), 67 unidades ficaram fechadas pela manhã. Já à tarde, 17 não abriram as portas.

As manifestações ocorreram em quatro dias. No dia 17 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou a decisão de que a lei que criou o Imesf é inconstitucional. Com isso, a instituição terá de ser extinta, provocando a demissão dos 1.840 trabalhadores. A prefeitura já disse que não haverá descontinuidade do serviço, pois será contratada uma organização da sociedade civil para o lugar do instituto.

Enquanto isso, conforme o secretário-geral do Sindisaúde, Julio Cesar Jesien, a orientação é para que todos compareçam a seus postos de trabalho e que nenhuma unidade fique fechada. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) também orientou a categoria a retomar as atividades. As unidades de saúde da família funcionam das 8h às 17h.

O presidente do Simers, Marcelo Matias, diz que o modelo de contratualização sugerido pelo prefeito Nelson Marchezan não é o ideal e sustenta que poderia ter sido construída uma solução conjunta para evitar o ocorrido.

Prefeitura de Porto Alegre

A Prefeitura convocou nesta segunda-feira (23), em edição extra do Diário Oficial do município, 235 profissionais do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF) para retomarem atendimento nos seus postos de trabalho. Os funcionários do IMESF possuem vínculo celetista e a Prefeitura informa que a falta registrada irá ocasionar o desconto em folha, além de advertência e podendo chegar à demissão por justa causa. Quem já faltou até então e não justificou a ausência, sofrerá penalidades previstas em lei.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) anunciou a contratação de um plano emergencial, com um edital de parceria com organizações da sociedade civil, que deverão contratar as equipes. A entidade vencedora ficará responsável pela contratação de médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem e técnicos, auxiliares de saúde bucal, além de agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias.

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