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Brasil Sisu 2026: veja estratégias para usar a nota do Enem e conquistar uma vaga na universidade

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O Sisu seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior a partir do desempenho no Enem. (Foto: Agência Brasil)

Com as notas do Enem 2025 divulgadas, milhares de estudantes em todo Brasil partem agora para uma outra fase: a disputa por uma vaga em uma universidade pública através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Especialistas comparam o sistema como um verdadeiro “leilão” e para ajudar os candidatos nesse cenário, diretores e professores apontam que o segredo do sucesso começa antes mesmo do primeiro clique.

Segundo Rodrigo Reis, diretor do Cubo Global School e especialista em Enem, o maior erro do candidato é entrar no sistema sem ter feito pesquisas prévias em outras opções de curso e instituições. Ele destaca que cada universidade tem autonomia para definir os pesos de cada área do conhecimento e o número de vagas.

— A primeira dica é digitar no Google: “termo de adesão Sisu 2026” e o nome da faculdade desejada. Com isso, ele vai achar um documento que diz quantas vagas tem para o curso que ele quer, qual é a distribuição. Isso muda de um ano para o outro — explica Reis.

Para o professor e coordenador do pré-vestibular do colégio e curso PH, Diogo D’Ippolito, a melhor estratégia é equilibrar uma escolha de curso mais segura com outra mais aspiracional.

— As opções de curso podem ser alteradas quantas vezes forem necessárias enquanto o sistema estiver aberto. É importante lembrar que, se o candidato for aprovado na chamada regular em qualquer uma das opções, ele não poderá participar da lista de espera — disse.

Uma das grandes mudanças para esta edição é a possibilidade de utilizar as notas do Enem de 2023, 2024 ou 2025. O sistema fará o cálculo automático da melhor média, no entanto, Marcelo Giuste, professor do Colégio Leonardo da Vinci, de Porto Alegre, alerta que isso pode inflar as notas de corte.

— O sistema vai buscar a melhor combinação para o aluno, mas isso torna o “leilão” mais acirrado. É fundamental que o candidato tenha uma planilha com seu histórico de notas e simule sua média em diferentes instituições antes de decidir — sugere Giuste.

Durante os dias de inscrição, o sistema libera notas de corte parciais. No entanto, ele destaca que o foco não deve ser apenas na pontuação bruta, mas na posição ocupada.

— Tem gente que fica dois pontos abaixo da nota de corte, mas esses dois pontos representam 100 pessoas na frente. Em outro curso, o aluno pode estar cinco pontos abaixo, mas com apenas três pessoas na frente. A posição é o dado mais real sobre suas chances de convocação — pontua o professor.

D’Ippolito também afirma que estudantes que já estejam cursando o ensino superior podem usar notas antigas do Enem para tentar novas vagas, o que pode elevar temporariamente as notas de corte e intensificar o fenômeno dos “colecionadores de aprovações”. Em contrapartida, esse movimento tende a fazer as listas de espera rodarem mais, já que parte desses candidatos não efetiva a matrícula na instituição.

Ambos os especialistas enfatizam que os candidatos precisam prestar atenção na adesão à lista, que está programada para começar dia 29 de janeiro e encerrar no dia 2 de fevereiro. A inscrição não é automática e os que não forem aprovados nas duas opções, precisam manifestar interesse.

— Se o aluno não apertar o botão, ele está fora, mesmo que esteja na posição 51 de 50 vagas. Além disso, após esse passo, o Sisu para de informar. O candidato precisa minerar os dados nos sites das universidades para ver o histórico de reclassificações. Tem curso que roda 15, 20 vagas além do número inicial — orienta Rodrigo Reis.

Mudanças no Sisu

Neste ano, os estudantes vão poder utilizar no Sisu a melhor das notas obtidas nas últimas três edições do Enem. Com isso, as notas de corte de 2024 podem, em alguns cursos, ser maiores neste ano.

Em nota, o MEC diz que a medida amplia a probabilidade de preenchimento das vagas ofertadas, admite que “pode haver variação nas notas de corte” e alega que mantém o “princípio da isonomia entre todos os participantes”.

Quando será implementado? A mudança, anunciada em 24 de outubro, já vale para o Sisu 2026, quando concorrerão alunos que vão fazer o Enem 2025 e, agora, aqueles também que têm notas nos exames de 2023 e 2024. A cada Sisu, vão poder ser usadas as três edições mais recentes do Enem. Então, em 2027, as notas que vão valer serão aquelas obtidas nos anos de 2024, 2025 e 2026. Com informações do portal O Globo.

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