Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2017
Sob críticas de entidades ambientais, o presidente Michel Temer (PMDB) decidiu revogar o decreto que extinguiu a reserva na região amazônica conhecida como Renca (Reserva Nacional do Cobre Associados).
A decisão deve ser anunciada nesta segunda-feira (25) pelo ministro de Minas e Energia, Bezerra Coelho, e publicada na edição de terça-feira (26) do “Diário Oficial da União”.
No final de semana, o peemedebista tratou do assunto com o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e disse que deveria tomar a decisão no início desta semana.
O recuo deveu-se à pressão de organizações internacionais, para as quais a iniciativa era um retrocesso. Até mesmo o Ministério do Meio Ambiente se posicionou contra.
Em nota nesta segunda-feira (25), o Greenpeace afirmou que “não há governante absolutamente imune à pressão pública”. Segundo a entidade, o recuo é “uma vitória da sociedade sobre aqueles que querem destruir e vender a floresta”.
A modelo Gisele Bündchen também criticou o governo em suas redes sociais e cobrou a revogação do decreto. Ela é conhecida por seu envolvimento em causas ambientais, em especial no Brasil.
O decreto extinguia uma área de 46.450 km² na divisa entre Pará e Amapá. A região possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre e a reserva foi criada em 1984, no regime militar.
O decreto que previa o fim da reserva foi publicado no fim de agosto e virou alvo de críticas de ambientalistas e celebridades. Mesmo depois de dar esclarecimentos sobre o assunto, o governo voltou atrás e apresentou um novo decreto sobre o tema menos de uma semana depois.
Após isso, em mais um recuo, o Ministério de Minas e Energia informou que paralisou todos “procedimentos relativos a eventuais direitos minerários” na área da Renca.
A extinção da Renca representou, inicialmente, a vitória do MME em uma queda de braço com o Ministério de Meio Ambiente. Uma nota técnica de junho sobre a reserva na Amazônia – mais de um mês antes da publicação do decreto de Temer–, mostra que o MMA se posicionou contra a extinção da reserva, afirmando que a “área é composta por uma floresta densa e exuberante, cujo entorno também está bem preservado.”
A reserva foi estabelecida não como área de proteção ambiental, mas como uma espécie de monopólio do Estado sobre a futura exploração de minérios na região –a intenção era proteger recursos minerais estratégicos, não a floresta. Contudo, com sua área sobreposta a oito unidades de conservação e duas terras indígenas, acabou tendo papel protetivo.
Gisele Bündchen

Gisele em postagem nas suas redes sociais. (Foto: Reprodução/Instagram)
Engajada em temas ambientais, a modelo brasileira Gisele Bündchen será premiada em Milão. O reconhecimento é pelo seu trabalho em prol da preservação da Amazônia e pela forma como ela usa suas plataformas digitais para promover causas e soluções ambientais.
A homenagem acontece durante o Green Carpet Fashion Award – premiação criada para promover a sustentabilidade na moda – neste domingo o jardim do Teatro alla Scala, em Milão. Detalhe: bem em meio à semana de moda da cidade, que segue até esta segunda-feira.
A top será a primeira personalidade a receber o tal prêmio, batizado Eco Laureate. Os convidados vão atravessar um tapete verde – e não vermelho como de costume – feito de Aquafil, fio reciclado feito com garrafa pet. Como prêmio, Gisele, assim como os demais ganhadores da noite, vai levar para casa uma estatueta produzida pela Chopard com ouro certificado da Fairmined.
O Green Carpet Fashion Awards vai ser apresentado por Livia Firth, fundadora da Eco-Age, e Carlo Capasa, presidente da Camera della Moda, órgão responsável pela Semana de Moda de Milão, com o apoio de Giuseppe Sala, o prefeito de Milão.
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