Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de março de 2021
Segundo o ministério, ordem de entrega dos fármacos deve suprir a demanda do Sistema Único de Saúde por 15 dias.
Foto: Reprodução)O Ministério da Saúde requisitou os estoques da indústria de medicamentos usados para intubar pacientes, como sedativos, anestésicos e bloqueadores musculares, que passaram a ficar escassos em alguns locais do País após a explosão de casos de Covid-19 nas últimas semanas. Segundo a pasta, a ordem de entrega dos fármacos foi feita na quarta-feira (17), e deve suprir a demanda do SUS (Sistema Único de Saúde) por 15 dias, com 665,5 mil comprimidos.
Diversos hospitais e regiões do País têm apontado falta ou preocupação sobre risco de desabastecimento destes medicamentos. Secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Mauro Junqueira afirma que o aumento de casos “voltou a trazer risco” de desabastecimento. Ele afirma que o ministério fez uma entrega de medicamentos no fim de semana para garantir o uso em hospitais por 20 dias. “Pedimos para suspender as cirurgias eletivas, para que não haja concorrência por estes medicamentos”, disse.
O ministério também tem ordenado a entrega dos estoques de oxigênio de algumas empresas. A FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) cobrou nesta quinta-feira (18), ações do governo Jair Bolsonaro para evitar a falta desse insumo.
O governo federal já teve de requisitar estoques do “kit intubação” entre junho e setembro de 2020, quando houve falta destes medicamentos em diversos locais. Sem o produto, equipes médicas têm dificuldade de intubar um paciente, por exemplo. Após este período, os medicamentos voltaram a ser comprados pelos prestadores de serviço do SUS. Em nota, o ministério informou que monitora os estoques dos Estados.
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