Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2022
Publicado nesta quarta-feira (5), o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (SES) ampliou para 1.512.186 o número de testes positivos de coronavírus em quase 22 meses de pandemia, com 36.470 mortes. A estatística inclui 3.464 novas confirmações de contágio e dez casos fatais.
As perdas humanas mencionadas pelo relatório oficial abrangem vítimas com idades entre 35 (único não idoso) e 95 anos. Elas são mencionadas, a seguir, em ordem alfabética pelo município de residência (que nem sempre é o do hospital onde ocorreu o óbito), em uma lista que também detalha o gênero (feminino ou masculino) e a idade.
– Santiago (homem, 35 anos);
– Igrejinha (homem, 61 anos);
– Cerro Largo (homem, 64 anos);
– Uruguaiana (mulher, 65 anos);
– Igrejinha (homem, 67 anos);
– Rolante (homem, 78 anos);
– Porto Alegre (homem, 81 anos);
– Ivoti (homem, 85 anos);
– Cerro Branco (mulher, 89 anos);
– Porto Alegre (mulher, 95 anos).
De todas as 497 cidades gaúchas, apenas uma não registra até agora qualquer óbito por covid. É Novo Tiradentes, localizada na Região Norte do Estado e que acumula 139 testes positivos desde o começo da pandemia, sem novos casos desde outubro.
Outros dados sobre a pandemia
Dentre os infectados até agora, ao menos 1.467.270 (97%) já se recuperaram, em todos os 497 municípios gaúchos. Outros 9.341 (1%) são casos ativos (em andamento), o que abrange desde os assintomáticos em quarentena domiciliar até casos graves atendidos em hospitais.
A taxa média de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTIs) por adultos estava em 50,7% no início da noite (contra 50,9% na véspera), de acordo com o painel de monitoramento covid.saude.rs.gov.br. Esse índice resulta da proporção de 1.623 pacientes para um total de 3.200 leitos da modalidade em 301 hospitais. Já o total de internações pela doença chega a 114.517 (8%).
Andamento da vacinação no Estado
Já no que se refere ao andamento da imunização contra o coronavírus no Rio Grande do Sul, a plataforma on-line do governo gaúcho continua defasada, devido ao ataque cibernético aos sistemas do Ministério da Saúde. Quem acessa o site vacina.saude.rs.gov.br encontra apenas dados relativos ao status do processo no dia 9 de dezembro – por enquanto não há indicativo de quando o problema será solucionado.
Verba para testagem de covid
O governo gaúcho pagou nesta quarta-feira R$ 840 mil às 28 prefeituras que aderiram à terceira fase do programa estadual destinado à ampliação da testagem de coronavírus. Na fase atual da ação, iniciada em novembro e com duração prevista até março, participam municípios com mais de 100 mil habitantes ou que costumam ter a sua população aumentada no período por causa de turistas ou veranistas, como os do Litoral, Serra e Fronteira.
São R$ 30 mil por município, pagos em parcela única e que permitirão às Secretarias Municipais da Saúde manter pontos de realização de testes rápidos de antígeno. O critério é a livre demanda, em locais de grande movimento e independentemente de a pessoa apresentar sintomas da doença.
De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, o procedimento é uma forma eficaz e barata de rastreamento. Ela também ressalta que a testagem em larga escala por livre demanda da população é uma proposta utilizada mundialmente.
“Neste momento de maior circulação de residentes e não residentes do Estado, precisamos dar todas as condições aos municípios para detectar em tempo oportuno os casos que possam ser assintomáticos e sensibilizar os infectados sobre a necessidade de permanecerem isolados”, frisou.
Denominado “Testar RS”, o programa foi criado em julho de 2020, com exames de RT-PCR de biologia molecular, e incrementado por uma segunda fase entre agosto daquele ano e junho de 2021, com a criação de centrais regionais e municipais de triagem, a fim de descentralizar os testes do Laboratório Central do Estado (Lacen).
Depois foi a vez de recorrer a testes rápidos de antígeno, além dos já utilizados RT-PCR. A terceira fase do projeto, desde dezembro, prevê a utilização de testes rápidos para detecção de casos assintomáticos em locais de grande circulação de pessoas, conforme mencionado.
(Marcello Campos)
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