Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Passa de 90 o número de mortos pelas chuvas em Petrópolis, no Rio de Janeiro

Compartilhe esta notícia:

Integrantes da linhagem de Petrópolis ganham 2,5% em cima da venda de imóveis em terrenos que pertenciam a Dom Pedro II. (Foto: Rogério Santana/Gov-RJ)

A forte chuva que atingiu Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na última terça-feira (15) deixou pelo menos 94 mortos, segundo balanço feito até as 20h40min desta quarta-feira (16). A força-tarefa montada pelo governo estadual para minimizar os impactos da tragédia está mobilizando diversos órgãos para garantir atendimento à população, a desobstrução de ruas e a operação de resgate, entre outras ações.

Segundo as autoridades locais, não há um número oficial de desaparecidos. A prefeitura decretou estado de calamidade pública. O número de mortos pode subir em razão de pessoas que estão soterradas em vários pontos do município. Até esta quarta-feira, 24 vítimas haviam sido resgatadas com vida.

Ao todo, 540 bombeiros, 210 policiais militares, 200 policiais civis e nove helicópteros do estado estão mobilizados no local. O Corpo de Bombeiros montou um hospital de campanha e há ainda 190 equipamentos, entre maquinário e veículos, para desobstrução de vias e retomada da rotina na cidade. A Secretaria de Estado de Saúde enviou dois caminhões com medicamentos e vacinas antitetânicas.

A chuva que assolou a cidade na terça-feira foi a pior registrada em Petrópolis desde 1932, quando começou a medição na cidade pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Civil, há 372 desabrigados ou desalojados.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou urgência no cadastro de moradores que solicitam o Aluguel Social. Além disso, em coletiva realizada nesta quarta, Castro ressaltou que o Programa Casa da Gente é prioridade, garantindo moradia digna fora de áreas de risco.

“Estamos em um esforço conjunto de diferentes esferas para lidar com essa tragédia. Nosso papel agora é atender a população, colocar a vida na cidade para funcionar novamente. Mobilizamos equipes e maquinários e vamos investir o que for preciso para a reconstrução desse município e tentar minimizar a dor dessas famílias vítimas da chuva. A população de Petrópolis pode ter certeza que não faltará solidariedade de todo o Rio de Janeiro”, disse o governador.

Mais de 180 moradores de áreas de risco foram acolhidos em escolas e estão recebendo apoio de profissionais da Saúde, Educação, Agentes Comunitários e Defesa Civil. Vários órgãos do estado estão recebendo doações, entre eles o RioSolidario e todos os batalhões da PM.

“É uma situação quase que de guerra. Toda a nossa equipe está mobilizada: Corpo de Bombeiros, secretarias e demais órgãos do estado. Atuamos no resgate e salvamento de vítimas, desobstruindo estradas, atendendo pessoas que perderam seus bens, com medicamentos e remoções, entre outras ações”, declarou o governador, no Morro da Oficina, local onde houve desabamento com muitas vítimas.

O secretário de Estado de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro, falou sobre o trabalho de resgate.Há uma grande equipe concentrada no Morro da Oficina, onde acreditamos ter o maior número de vítimas ainda soterradas. Estamos com 400 militares mobilizados e atuando em 44 pontos atingidos pelo temporal. Montamos um hospital de campanha com 10 leitos onde as vítimas recebem o primeiro atendimento”, disse Leandro Monteiro.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Rio de Janeiro tem quatro casos de feminicídio em apenas 72 horas
Petrópolis: Defesa Civil aciona 14 sirenes para alertar sobre previsão de chuva forte
Pode te interessar