Sexta-feira, 17 de julho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Sobras eleitorais e política ambiental: saiba o que o Supremo pode julgar nesta semana

Compartilhe esta notícia:

Além de julgamentos nesta quarta-feira (21), Supremo vai realizar a cerimônia de posse do novo ministro Flávio Dino

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) deve julgar, nesta quarta-feira (21), ações que discutem a divisão das chamadas sobras eleitorais na disputa por vagas no Poder Legislativo.

Uma decisão da Corte neste caso pode ter repercussão para a composição da Câmara dos Deputados eleita em 2022 ou ser aplicada apenas para as eleições de 2024. Caberá aos ministros definir quando o entendimento adotado será aplicado.

O que é sobra eleitoral?

O termo sobra eleitoral é aplicado no contexto das eleições proporcionais, sistema usado para escolher os integrantes do Poder Legislativo federal, estadual e municipal. Ou seja, a proporcionalidade é aplicada na eleição de vereadores, deputados estaduais, distritais e federais.

Isso significa que, na definição dos eleitos, é preciso levar em conta o desempenho dos partidos na votação, a partir dos cálculos do quociente eleitoral (o resultado da divisão entre o número de votos válidos da eleição e as vagas eleitorais em disputa).

Se o quociente eleitoral em um estado for 100 mil votos, o partido que chegar a esse patamar elege o seu candidato mais votado. Se chegar a 200 mil votos, elege também o segundo mais votado. E assim sucessivamente.

Só que acontece de, nessas operações, o resultado envolver frações do quociente partidário, e não múltiplos inteiros. Essas frações são as sobras. Como há as sobras, na prática, o que ocorre é que nem todas as vagas são preenchidas ao fim da primeira rodada de distribuição entre todos os partidos aptos a receber cargos. Com isso, novas rodadas precisam ser realizadas.

Processos no STF

Os processos no STF discutem os critérios que as legendas devem atender para que sejam aptas a participar da divisão destas sobras.

Uma alteração na lei eleitoral em 2021 teria dificultado a atuação das siglas no rateio, segundo quatro partidos autores dos processos. Isso porque a lei passou a exigir um desempenho mínimo de candidatos e siglas, calculado com base em um percentual do quociente eleitoral.

Em abril do ano passado, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski — agora aposentado —, votou para ampliar a participação das legendas e candidatos nesta divisão, considerando inconstitucional a aplicação dos percentuais mínimos de desempenho.

O caso chegou a ser retomado em agosto de 2023, mas um pedido de vista do ministro André Mendonça suspendeu a análise das ações. Os ministros que já votaram — Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes — entendem que a participação dos partidos não pode depender de exigências de percentuais de desempenho eleitoral.

Pauta ambiental

Ainda nesta quarta-feira, estão pautadas ações que discutem a política ambiental do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

São elas: ação dos partidos PSB, Rede, PDT, PV, PT, Psol, PCdoB contra ações e omissões do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, ICMBio e Funai por conta do desmatamento na Amazônia durante o governo do político do PL. Os partidos apontaram problemas na fiscalização ambiental e deficiência na execução do orçamento para o controle de irregularidades.

Ação do partido Rede Sustentabilidade para que seja reconhecido o “estado de coisas inconstitucional” na gestão ambiental brasileira. O “estado de coisas inconstitucional” é uma violação sistemática de direitos previstos na Constituição. Quando reconhecido pelo Supremo, permite que o Tribunal determine ao governo a adoção de providências.

Pedido da Rede Sustentabilidade contra supostas omissões do então presidente Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na tarefa de combater o desmatamento e proteger o meio ambiente brasileiro. Os autores solicitam que seja determinado que o governo tome providências na área. Ação do PT contra omissões durante a gestão do governo Bolsonaro em relação à proteção do Pantanal e da Amazônia.

Novo ministro

No dia seguinte, na quinta-feira (22), a Corte realiza a sessão de posse do novo ministro, Flávio Dino. Indicado pelo presidente Lula, Dino será o 172º ministro em 132 anos de história do Tribunal.

Dino assumirá a cadeira vaga com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, em outubro do ano passado. Uma vez empossado, o ministro já estará apto a votar nos processos da sessão virtual do dia 23 e da sessão presencial do dia 28. Dino vai poder participar dos julgamentos em que a ministra não tiver apresentado voto.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Sitiado por Israel, segundo maior hospital de Gaza “não funciona mais”, diz diretor da Organização Mundial da Saúde
Fuga de presos é “problema localizado” e não afeta a segurança de presídios federais, diz ministro da Justiça
Pode te interessar