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Variedades Spike Lee defende filme sobre Michael Jackson, que omite acusações de abuso

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Diretor diz que cronologia do longa não contempla os casos. (Foto: Reprodução)

Amigo pessoal de Michael Jackson, o diretor Spike Lee saiu em defesa de “Michael”, a cinebiografia do Rei do Pop, que vem sendo criticada por não incluir polêmicas da vida do astro, como as acusações de pedofilia.

“Em primeiro lugar, se você é um crítico de cinema e está reclamando de tudo — todas essas outras coisas —, o filme termina em 1988”, explicou Lee em entrevista à CNN. “As coisas de que você está falando, as acusações, acontecem depois. Então você está criticando o filme por algo que você gostaria que estivesse lá, mas que não se encaixa na cronologia do filme. Mas as pessoas compareceram. No mundo todo, as pessoas demonstraram seu carinho.”

Spike Lee dirigiu o clipe da música “They don’t care about us”, que Michael Jackson filmou no Rio de Janeiro e em Salvador. Ele também esteve à frente de dois documentários sobre o cantor: “Bad 25”, de 2012 , e “Michael Jackson ‘s journey from Motown to ‘Off the Wall'”, de 2016 .

“Sinto falta do Mike. Sinto falta do Prince. Quer dizer, eles são meus irmãos. Trabalhei com os dois. Ambos são pessoas maravilhosas”, disse o cineasta.

Sucesso de bilheteria, “Michael” obteve a terceira maior abertura de 2026 até agora, atrás apenas de “O Diabo Veste Prada 2” e “Super Mario Galaxy”.

Mudanças no filme

“Michael”, a cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, passou por uma mudança significativa na estrutura de sua narrativa. Segundo o jornal americano The New York Times, a versão inicial do filme, produzido pelos executores do espólio de Jackson, “usava como estrutura narrativa as acusações de abuso sexual infantil feitas contra o cantor em 1993, buscando inocentá-lo dessas denúncias”.

“De fato, essa versão do filme chegou a ser filmada”, afirma a publicação. Mas ela teve de ser revista por conta do acordo na justiça entre Michael e seus acusadores. Os advogados do espólio perceberam que haviam termos no acordo que impedia que os acusadores fossem citados em qualquer obra empreendida por Michael Jackson ou seus representantes.

Desta forma, “Michael” foi reescrito e refilmado com uma nova abordagem, garante o NYT. “Agora, trata-se de uma história edificante sobre o triunfo de Jackson sobre seu pai, Joe Jackson — um Colman Domingo ríspido. (….) O filme se torna um estudo sobre um jovem tentando se diferenciar de sua família de origem, embalado em moldes de conto de fadas, com direito a final feliz”, descreve a crítica do jornal assinada por Alissa Wilkinson. (Com informações da Folha de S. Paulo e O Globo)

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