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| Steven Spielberg e Ridley Scott já venderam milhões de ingressos de filmes. Mas será que eles conseguem vender óculos de realidade virtual?

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Empresas desenvolvem aparelhos que transportam os usuários a uma realidade virtual. (Crédito: Reprodução)

Com várias empresas planejando lançar novos dispositivos móveis para reprodução de imagens de realidade aumentada para as vendas do próximo Natal, Hollywood está desenvolvendo projetos para garantir que os novos compradores tenham algo para experimentar de verdade. “O desafio está lançado”, diz Chris Edwards, diretor-presidente da VCR (Virtual Reality Co.), empresa de Los Angeles, na Califórnia (EUA), que tem desenvolvido discretamente vários projetos imersivos de entretenimento.

Analistas preveem que uma loja de aplicativos com experiências em realidade virtual poderá ser acessada por esses dispositivos, que podem vir em versões de baixo custo que se anexam a smartphones ou custar várias centenas de dólares. A VRC foi criada por quatro grandes da indústria do cinema – Edwards, o diretor Robert Stromberg, o produtor Joel Newton e o executivo Guy Primus – e está preparando uma grande leva de conteúdo com diretores como Steven Spielberg e Ridley Scott. O formato, que envolve óculos com telas estereoscópicas que respondem aos movimentos dos usuários em 360 graus, tem intrigado os produtores de Hollywood que temem perder a próxima grande inovação. Mas nenhum conteúdo realmente inovador foi lançado até agora.

Os dispositivos têm aparecido em eventos do setor – o Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York (EUA), teve demonstrações de curtas-metragens produzidos pela Oculus VR Inc., a empresa de tecnologia de realidade virtual que o Facebook Inc. comprou no ano passado por 2 bilhões de dólares. A Legendary Pictures, produtora responsável por “O Homem de Aço”, está criando conteúdo, e o presidente do conselho da Legendary, Thomas Tull, é um investidor da Oculus.

Projetos.

Até Jerry Zucker, um dos diretores de “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu!” está envolvido, trabalhando com a Jaunt VR em um roteiro para uma comédia sobre casais enfurecidos. “Agora, você pode fazer coisas medíocres, mas que ficam impressionantes por causa da realidade virtual”, brinca ele. A piada de Zucker aponta para uma preocupação importante. Muito está em jogo. Analistas e executivos dizem que a qualidade do conteúdo de realidade virtual disponível em seus primeiros estágios determinará se os consumidores abraçarão a novidade ou perderão o interesse, como aconteceu com o 3D.

Os projetos da VRC mostram os vários gêneros e setores que estão testando a nova tecnologia, mas também as limitações econômicas e de comportamento do consumidor que o novo formato enfrenta. A empresa tem projetos como “Showdown”, uma imersão em cenas de crimes de um futuro próximo onde os espectadores poderão ser investigadores em episódios de dez a 15 minutos que serão vendidos como capítulos; e “There”, filme para cinema sobre um homem que explora as memórias da esposa que já morreu. Com realidade virtual, é dirigido por Stromberg, um dos fundadores da VRC e diretor de “Malévola”, da Walt Disney. A realidade virtual é vista por alguns como uma substituta potencial de atividades coletivas como ir a um concerto ou ao cinema. (AG e Folhapress)

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