Domingo, 01 de novembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Colunistas STF não pode ser tratado por seus ministros como uma pequena prefeitura

Compartilhe esta notícia:

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A recentíssima decisão do ministro Dias Toffoli, que no momento é o presidente do Supremo Tribunal Federal, a nossa Suprema Corte, desqualifica a própria instituição, e a cada um dos ministros, inclusive o próprio. Trata-se da sua decisão monocrática, que mandou suspender processos judiciais e investigações em que o Ministério Público atuou com dados de órgãos de controle compartilhados sem aval prévio da Justiça. A decisão individual do ministro, atual presidente, contrariou posição colegiada do próprio STF em sentido contrário e protocolos internacionais adotados nos países mais desenvolvidos para o combate à corrupção. O cidadão comum não consegue compreender como ministros do STF individualmente desrespeitam, em nome da livre convicção, decisões colegiadas do próprio STF. Algo como um prefeito que assume o cago e começa a desconstituir decisões do seu antecessor, por razões as mais diversas. A diferença é que o STF não é uma prefeiturazinha qualquer. Com todo o respeito às prefeiturazinhas.

Modesto Carvalhosa fala em crime de responsabilidade

O jurista Modesto Carvalhosa vai além, ao opinar que “ao suspender todas as investigações em curso sem autorização judicial a cargo da Polícia Federal e Ministério Público com base em informações fornecidas pelo COAF, Dias Toffoli praticou crime de responsabilidade negando aplicação de leis federais que obrigam o Banco Central e demais órgãos de fiscalização financeira a fornecer ao COAF as informações que permitem o combate ao crime organizado mediante lavagem de dinheiro”. Explica que “não existe nenhuma exigência de autorização judicial para que as autoridades promovam as investigações e inquéritos administrativos e criminais com base nestas informações”.

Caso é de Impeachment

Para Carvalhosa, “impõe-se um pedido de impeachment para o ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal ao ter ele suprimido a vigência das leis de combate à lavagem de dinheiro, ao crime organizado, à corrupção e ao tráfico de drogas”.

Uma aliança vergonhosa

A vergonhosa parceria do site The Intercept com Veja, Band e Folha de S. Paulo para a divulgação de conversas privadas, agora envolvendo o ministro do STF Luis Barroso, e obtidas de forma criminosa, registra talvez o mais vergonhoso momento da imprensa brasileira. Pode ser a antessala do fim melancólico destes veículos.

Sarmento Leite preside a Associação dos Juristas Católicos

Foi eleita a nova Direção da AJC/RS, Associação dos Juristas Católicos do Rio Grande do Sul, tendo como Presidente o Advogado Thiago Roberto Sarmento Leite e Vice o Desembargador Vladimir Giacomuzzi. A AJC/RS congrega Juristas que seguem a doutrina do “Ensinamento Social da Igreja”, defesa da vida humana: da concepção à morte, da cidadania e do Estado Democrático de Direito, em permanente colaboração com o Conselho Mundial de Igrejas Cristãs.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bolsonaro diz que trabalhará para incluir automóveis no acordo do Mercosul
Saiba por que Instagram está escondendo número de curtidas
Pode te interessar