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Brasil Suiça tentou evitar que banqueiro preso no Brasil pudesse comprar um banco lá

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André Neves é acusado de financiar tentativa de obstrução de investigações da Operação Lava-Jato (Foto: EBC)

A agência Finma, responsável pela regulação da atividade bancária na Suíça, resistiu à proposta de compra do banco BSI, daquele país, pelo dono do BTG Pactual, André Esteves. Havia um temor de que a entrada do banqueiro brasileiro em no mercado financeiro abrisse a porta para negócios envolvendo a Petrobras. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, esse negócio só se efetivou, em 2014, após uma suposta “intervenção oficial” de Brasília.

Apesar da compra do BSI, o aval da Finma demorou mais de um ano para sair, prazo além do habitual na Suíça. Um dos critérios avaliados era o das garantias de uma “atitude irrepreensível” da parte dos dirigentes do banco brasileiro.

Em julho do ano passado, o grupo italiano Generali anunciou que havia encontrado um comprador para o BSI, criado em 1873 e com sede em Lugano. A compra sofreu uma série de obstáculos, como as investigações da Justiça dos Estados Unidos contra a ajuda de bancos suíços à evasão fiscal por contribuintes americanos.

Concretizado o negócio, Esteves voltou a atuar na Suíça, após uma experiência de 2006, quando vendeu o BTG por 3,1 bilhões de dólares ao grupo UBS, que abandonaria o Brasilem 2009, em meio à crise internacional. Esteves acabou recomprando o banco por valor menor. (AE)

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