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Mundo Sul-coreanas protestam contra acordo com Japão sobre escravas sexuais

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Sul-coreana Lee Yong-soo durante ato em Seul (Foto: Reuters)

Centenas de manifestantes sul-coreanas se uniram nesta quarta-feira (30) a duas mulheres forçadas à prostituição pelo Exército japonês durante a ocupação da Coreia para condenar um acordo com o Japão cujo objetivo é resolver um problema decorrente do tempo da guerra, que tem abalado as relações entre os dois países.

As duas “mulheres de conforto”, um eufemismo usado para denominar as escravas sexuais no tempo da ocupação da Coreia, criticaram o governo por ter concordado com o Japão, na segunda-feira, em pôr um ponto final na questão, de modo “irreversível”. “Não se pode confiar no governo”, disse uma das mulheres, Lee Yong-su, 88 anos.

Yong-su declarou que ela e outras sobreviventes não foram consultadas pelas autoridades que negociaram o acordo. “Vamos continuar a lutar até o final”, disse. Ela e os outros manifestantes, incluindo estudantes, parlamentares da oposição e ativistas cívicos, estão exigindo um sincero pedido de desculpas do Japão e a compensação formal para as vítimas.

Pelo acordo, o Japão estabelecerá um fundo para ajudar vítimas sobreviventes, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, renovou um pedido de desculpas. Os Estados Unidos, que desejam ver seus aliados asiáticos manterem relações melhores, elogiaram o acordo.

Nesta quarta-feira, os manifestantes se espalharam pela rua diante da embaixada do Japão em Seul e se concentraram em torno de uma estátua de bronze de uma adolescente descalça, simbolizando as mulheres obrigadas a se prostituírem nos bordéis japoneses. 

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